O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/06/2020

DST, um tabu atemporal

O filme “Meu Querido Companheiro”, de 1989, narra de maneira explícita sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis(DSTs), sendo o primeiro longa a tratar de um assunto até então muito polêmico e recebendo ampla exibição nos Estados Unidos. Na obra, são publicados diversos artigos sobre AIDS e notícias sobre a viralização da doença, inicialmente chamada de “peste gay”. De maneira congênere à história fictícia, o aumento significativo de DST em jovens brasileiros está altamente relacionado à cultura preconceituosa e a negligência governamental com a saúde sexual.

Primordialmente, salienta-se, por parte da sociedade, não só contemporânea como antiga, o hábito errôneo de associar DST’s à comunidade LGBTQ+, desencadeando uma falsa ideia de que heterossexuais não são afetados, causando uma significativa onda de desinteresse nos jovens em se protegerem em suas relações, pensando que o único problema seria uma gravidez indesejada.

Outrossim, é imprescindível pontuar a negligência governamental no que diz respeito a educação sexual, já que é evidente a falta de conhecimento dos jovens sobre riscos de ter relações desprotegidos. Segundo a médica Márcia Cardial, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Ostetrícia(Febrasgo), “DST virou tabu no país, ninguém mais fala no assunto. E o pior é que se minimiza o real risco de contágio.”.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas imediatamente para alterar o cenário atual. É fundamental que o governo, juntamente com o Ministério da Saúde e da Educação, promovam palestras sobre os ricos das doenças sexualmente transmissíveis no intuito de orientar os jovens. A Mídia, por sua vez, tem como alternativa o desenvolvimento de campanhas publicitárias alertando os jovens ao uso do preservativo. Dessa forma, a situação vivenciada em “Meu Querido Companheiro” poderá ser melhor compreendida e solucionada na sociedade atual.