O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/06/2020

De acordo com o Artigo 5º da Constituição de 1988, todos os indivíduos são iguais perante a lei, no entanto, a realidade vivida pelos cidadãos portadores de alguma DST são antagônicas ao prescrito, visto que a discriminação ocorre em massa. Sendo assim, o aumento das Doenças Sexualmente Transmissíveis encaminha para uma preocupação no que tange aos problemas sociais e físicos.

A priori, convém ressaltar que os problemas relacionados são inúmeros, mas os mais evidente é o preconceito. Nesse contexto, é preciso pensar que a existência dessa indiferença colabora diretamente para o aumento dos casos, posto que a própria pessoa, devido aos esteriótipos  criados pela sociedade, se inibe e não procura ajuda , por medo ou desconhecimento sobre o assunto.  Logo, essa situação afeta não somente a pessoa infectada, mas também os seus parceiros sexuais e as pessoas envolvidas no mesmo ambiente social, pois dependendo de qual for a doença pode levar a contaminação dos demais. Com base nisso, o filme Filadélfia apresenta um cenário comum ao grupo retratado, afinal o advogado sofre forte indiferença vindo dos seus colegas de trabalho a partir do momento em que descobrem que ele é portador do vírus HIV. Em suma, é evidente que os prejulgamentos afeta tanto na elevação dos casos, como em problemas psíquicos e ademais na manutenção do desconhecimento e na permanência da falta de cuidados.

A posteriori, vale salientar que a educação sexual, principalmente dos jovens, é extremamente falha  e ineficiente, uma vez que segundo o Ministério da Saúde, dentre o grupo de 15 a 24 anos de idade, apenas 25% ja fez teste para DST, menos da metade faz sexo com o uso de preservativos e quase 22% acredita que existe a cura para aids. Além disso, apenas 27% sabe que algumas dessas infecções pode levar a problemas neurológicos, disfunção erétil, perda da fertilidade e em casos mais graves amputação das partes íntimas. Sob tal ótica, é visível que a falta de conhecimento colabora para a diminuição da taxa de natalidade, que futuramete pode desencadear problemas como o dos países europeus, interfere no gasto público, devido uma maior demanda da verba destinada a essa problemática e gera uma exclusão social. Em síntese, é perceptivel que os problemas físicos atinge a curto e a longo prazo.

Em face do exposto, o  Ministério da Saúde deve implementar políticas de educação sexual, tanto nas escolas, como no ambiente de trabalho e também nas comunidades, para que a informação chegue a todas as camadas. Isso pode ser feito por meio de palestras em horários diversificados, para atender a população em geral. Essa ação tem por finalidade a busca da isonomia, da redução de impactos na esfera social brasileira e na diminuição da transmição.