O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 12/06/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde. No entanto o crescimento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) impossibilita que os jovens brasileiros desfrutem desse direito universal na prática e provoca uma série de consequências que não só afetam os mesmos, mas as famílias e a sociedade em geral. Nesse sentido, é importante analisar as principais consequências de tal postura negligente.

Em primeira análise, o tabu a cerca da sexualidade induz a falta de diálogo sobre medidas de proteção a DSTs, levando ao adolescente a atos irresponsáveis que poderiam ter sido devidamente evitados, se o mesmo tivesse acesso à educação sexual. Segundo estudos da Faculdade de Medicina da USP, jovens iniciam atividades sexuais entre os 13 a 17 anos com uso inadequado de preservativo ou sem uso dele. Dessa maneira, a prática do ato sexual sem proteção pode acarretar inúmeras consequências indesejadas, como por exemplo: gravidez precoce e patologias levadas para a vida adulta.

Ademais, é crucial ressaltar que apesar do amplo acesso os meios de informações que a contemporaneidade nos possibilita, estes não são utilizados para divulgação eficiente e métodos de prevenção que atinja o público juvenil, a falta dessas campanhas ajuda a banalizar o uso de camisinhas e a proliferação de enfermidades nesse grupo. A OMS – Organização Mundial da Saúde – declarou um alerta para epidemia de DSTs, são registrados mais de 1 milhão de casos por dia no mundo. Portanto, é de suma importância sanar a desinformação das pessoas sobre o perigo de tais doenças e da facilidade de contágio das mesmas.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem o avanço desse problema no país. Cabe ao Ministério da Educação propor a inclusão de educação sexual na grade curricular escolar, por meio de aulas e debates com profissionais capacitados, como os sexólogos, com a finalidade de os estudantes compreenderem o seu próprio corpo, conhecerem as doenças transmissíveis sexualmente e como se proteger corretamente. Além disso, o Ministério da Saúde com parceria da Secretaria de comunicação e da cultura deve informar através de recursos publicitários nos meios de comunicação, como as redes sociais, divulgando os métodos de prevenção contra DSTs, com linguagem que atinja os jovens, dando ênfase ao aprendizado escolar. Por fim, a partir dessas ações, o direito a saúde estará sendo garantido a todos.