O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/06/2020
O aumento no número de ocorrências de DSTs no Brasil tem causado enormes preocupações. Segundo a Secretária da Saúde, nos últimos 5 anos foram registrados mais de 29 mil casos de infecções, sendo a população entre 20 e 29 anos a mais afetada. Nesse sentido, os conflitos causados pelas mudanças no comportamento sexual dos jovens dentro de uma esfera de sociedade historicamente conservadora se caracteriza como uns dos principais agentes dessa problemática.
Em meados dos anos 60, com o movimento hippie e com o surgimento das pílulas anticoncepcionais, propiciou-se o debate acerca da liberdade sexual. Esses eventos, somados à criação dos coquetéis contra o HIV, influenciaram diametralmente no comportamento dos jovens, levando-os a perderem o medo de adquirem novas infecções - visto que o AIDS deixa de ser uma sentença de morte -, mas esquecendo de outras doenças sexuais com menores visibilidades, como a sífilis. Assim, eles tendem hoje a iniciar suas vidas sexuais cada vez mais cedo, com um maior número de pessoas e a proteger-se menos durante o ato, como sugerem os dados do site UOL. Desse modo, essa parcela da população configura-se como a mais vulnerável às DSTs.
Por conseguinte, com o maior risco de infecções entre os jovens, criou-se a necessidade do aumento das discussões a respeito do tema. A educação sexual age com esse intuito, sendo um importante portal de acesso à informação e à orientação para uma prática sexual segura. Contudo, sua implementação, de fato, ainda sofre resistência de uma sociedade vinculada historicamente e culturalmente à Igreja, instituição essa que costuma tratar o assunto como um tabu. Com efeito, o jovem acaba iniciando sua vida sexual de forma desorientada; contexto esse potencializador da propagação de infeções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Infere-se, portanto, que fatores de ordem social, histórico e cultural corroboram para o crescimento das DSTs entre os jovens do Brasil. Dessa forma, cabe ao Legislativo criar leis que exijam propagandas informativas em redes sociais e em aplicativos de relacionamento sobre a importância do uso de preservativos, buscando alcançar o público jovem, sabendo que a maioria faz uso dessas ferramentas comunicativas para buscas de potenciais parceiros sexuais. Ademais, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde devem, por meio da oferta de debates e eventos em escolas e em universidades, orientar alunos e seus familiares sobre a relevância da discussão da vida e da saúde sexual para proteção contra as DSTs. Assim sendo, espera-se com essas medidas promover uma conscientização coletiva e acabar gradativamente com o tabu sobre o tema existente na sociedade brasileira.e com o alto grau de ISTs entre os jovens do país.