O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 15/06/2020
Gonorreia, AIDS, sífilis. Diversos são as doenças que acometem os jovens a partir de uma conduta sexual pouco segura. No Brasil, tal fato decorre em virtude da negligencia do Estado quanto à prevenção contra DSts e a dificuldade das famílias e escolas na orientação sexual aos seus membros, ainda, tendo como consequências danos físicos e sociais.
Em primeiro lugar, o artigo constitucional 196, diz que a saúde é um direito de todos e dever do estado. Desse modo, se ele não cumpre com sua função de garantir a prevenção e o tratamento, esse princípio está sendo desrespeitado. Outrossim, o aumento de DSTs no público jovem se dá pela dificuldade das famílias e escolas discutir acerca de sexo e sexualidade, pelo fato da questão ser um tabu social ainda pertinente na sociedade brasileira, assim, permitindo a perpetuação de mitos e verdade.
Em segundo lugar, consequentemente, diversos são os danos físicos ao indivíduo e sociais. Sobretudo, as DSTs geram agravos sexuais, reprodutivos e neurológico. Ademais os portadores de doenças sexualmente transmissíveis estão sujeitos ao abalo emocional e doenças psicológicas como a depressão, transtorno de ansiedade, dentre outras. Bem como, originadas pelo preconceito por parte da sociedade atrelado à exclusão social da juventude brasileira.
Portanto, a fim de combater o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros, cabe ao Estado em Parceria com o Ministério da Saúde, mediante o redirecionamento de verbas, realizar campanhas midiáticas nas redes sociais voltadas para o publico jovem, detalhando como se prevenir contra as DSTs. Ademais, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as escolas, propor a inclusão de educação sexual na grade curricular, aproveitando matérias como sociologia e biologia para discutir essa questão de maneira transdisciplinar e fazer com que o sexo, sexualidade e segurança seja discutido no cotidiano escolar de modo com que esses jovens consiga derrubar mitos e tabus.