O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 22/06/2020

Doenças sexualmente transmissíveis (DTS’s) já foram problemas por não se ter informações de como combate-las, mas avanços tecnológicos contornaram a situação com meios de prevenções e tratamentos eficazes. Infelizmente, hoje em dia voltaram a atormentar a sociedade com o aumento de infectados ocasionados por uma falta de comunicação sobre as doenças e por comportamento de risco por parte dos jovens brasileiros.

Em primeiro lugar, é necessário entender que a sexualidade é tida como um tabu na sociedade brasileira, não sendo claramente trabalhada nas escolas e dentro de casa, dificultando assim a orientação e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Nesse sentido, restam apenas as campanhas governamentais direcionadas aos jovens durantes festejos como o Carnaval, claramente ineficientes, dado o aumento de contaminado de jovens entre 15 e 29 anos entre os anos de 2014 a 2018 segundo o Ministério da Saúde. Desse modo, aumentando o risco de contaminação de outros e de implosão do sistema de saúde do país.

Em segundo lugar, deve-se salientar que a banalização das infecções por parte de maioria dos jovens é outro vetor que corrobora com a difusão de contaminações. Fatores como a eficiência de métodos contraceptivos e a falta de conscientização dos jovens sobre os riscos das infecções, auxiliam para a tomada de atitudes irresponsáveis, focando apenas no contorno de uma gravidez, os jovens abrem mão de métodos de defesas simples como a utilização de camisinhas, eficazes na prevenção da maioria das infecções. Dessa forma, facilitando a aquisição de doenças que comprometem a saúde física, psicológica e podem levar a morte.

Portanto, torna-se hiperativo a otimização de ações para uma tratativa mais eficiente no combate a doenças sexualmente transmissíveis. Cabendo ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde atualizar as formas de difusão do conhecimento em torno das infecções, por meio da inclusão do assunto nas escolas, e utilizando meios de comunicações mais atuais como as redes sociais para a educação e conscientização dos jovens e adultos sobre os riscos das doenças e como preveni-las, para que assim, paradigmas sóciais sejam quebrados e as DTS’s deixem de ser um problema para a sociedade.