O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 21/06/2020
A epidemia dos anos 80, conhecida como HIV, trouxe um alto índice de morte por sua contaminação. No filme “Cazuza” é retratada a vivência do cantor com a doença assim como sua convivência com o preconceito. Devido à desinformação da população, indivíduos portadores do HIV um extremo preconceito, afinal, a AIDS era relacionada diretamente a atos promíscuos. Assim como na década de 80, hoje ainda permanece o desconhecimento a respeito das ISTs em geral, acarretando consequências de curto e longo prazo não apenas para o indivíduo infectado como para toda a população.
Em primeiro lugar, a ignorância da sociedade a respeito das possibilidades de transmissão gera um alto número de casos, principalmente entre jovens, tendo em vista que diálogos a respeito de sexualidade entre o grupo juvenil e seus respectivos responsáveis ainda é um “tabu”. Além disso, a eficácia no tratamento da AIDS gerou a banalização da infecção do vírus, dessa forma, o descuido, principalmente com o uso da camisinha elevou-se, facilitando a transmissão de outras ISTs, além da AIDS, como a Sífilis e a Gonorréia.
Sob esse ponto de vista, tais problemas podem ocasionar consequências com perpetuações neurológicas e reprodutivas como o aborto no caso da Sífilis, podendo ocasionar a morte. Ademais, é possível que os portadores desenvolvam problemas psicológicos como a depressão, devido à discriminação ligada a poucas oportunidades de emprego e a não construção de laços afetivos. Desse modo, a propagação das ISTs prejudica não apenas o indivíduo infectado, mas também interfere nos gastos públicos, que seriam amenizados caso houvesse a conscientização da população.
Portanto, com o objetivo de reduzir o número de jovens infectados por ISTs no Brasil, é dever do Ministério da Saúde modernizar as campanhas de conscientização, por meio das redes sociais, aproximando a linguagem abordada da realidade dessa faixa etária. Essa divulgação tem o objetivo de aumentar o engajamento social com os riscos de ISTs. Além disso, é importante que as escolas promovam debates e palestras, objetivando alertar os estudantes sobre os perigos da prática sexual desprotegida. Dessa maneira, é possível conscientizar os jovens brasileiros sobre os mitos e verdades das Infecções Sexualmente Transmissíveis.