O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/06/2020
A epidemia dos anos 80, conhecida hoje como HIV, trouxe um alto índice de morte por sua contaminação. No filme “Cazuza” é retratada a vivência do cantor com a doença assim como sua convivência com o preconceito. Devido à desinformação da população, indivíduos portadores do HIV sofriam um extremo preconceito, afinal, a AIDS era relacionada diretamente a atos promíscuos. Tal como na década de 80, hoje ainda permanece o desconhecimento a respeito das ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) em geral, o que acarreta em consequências de curto e longo prazo não apenas para o indivíduo infectado, mas para toda a população.
Em primeiro lugar, a ignorância da sociedade a respeito das possibilidades de transmissão das ISTs gera um alto número de casos, principalmente, entre jovens. Tendo em vista, que diálogos a respeito de sexualidade entre o grupo juvenil ainda é um “tabu”. Além disso, a eficácia no tratamento da AIDS gerou a banalização da infecção do vírus. Dessa forma, o descuido, principalmente com o uso da camisinha, elevou-se, o que facilitou a transmissão de outras ISTs, além da AIDS, como a Sífilis, HPV e Gonorréia.
Sob esse ponto de vista, tais problemas podem ocasionar consequências físicas com perpetuações neurológicas e reprodutivas como o aborto no caso da Sífilis, o que pode ocasionar a morte. Em segunda instância, a questão do preconceito ainda permanece no Brasil e no mundo. Tal discriminação faz com que o portador enfrente diferentes situações constrangedoras, como exemplo a negação de oportunidades de emprego e demissões, devido à perpetuação de mitos sobre os meios de contaminação. Esse preconceito pode conduzir a consequências psicológicas como a depressão.Conclui-se portanto, que a propagação das ISTs entre os jovens geram impactos na saúde pública, uma vez que as DSTs, em geral, desenvolvem-se ao longo do tempo, ou seja, seu tratamento tem uma demorada eficácia, o que causa um aumento prolongado nos gastos públicos.
Portanto, com o objetivo de reduzir o número de jovens infectados por ISTs no Brasil, é dever do Ministério da Saúde modernizar as campanhas de conscientização, por meio das redes sociais, o que aproximará a linguagem abordada da realidade dessa faixa etária. Ademais, é importante que as escolas promovam debates e palestras a fim de alertar os estudantes sobre os riscos da prática sexual desprotegida. Dessa maneira, é possível conscientizar jovens brasileiros sobre os mitos e verdades das infecções sexualmente transmissíveis.