O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/06/2020

Durante o século XX, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e o aparecimento da AIDS influenciaram de maneira decisiva na sexualidade humana, até então, essa era uma questão tratada com reserva e pudor pela saúde pública. Na contemporaneidade, falar sobre sexo - independentemente da escolha de cada um - promiscuidade e, principalmente sexo sem proteção, virou uma obrigação dos profissionais da saúde, dos educadores e dos pais. Mesmo com a evolução das tecnologias de prevenção de DSTs, milhares de jovens brasileiros são infectados todos os anos, fato que revela a necessidade de trabalhar outras questões como, a banalização do problema pelos jovens, os tabus sociais ainda existentes, e a falta de conhecimento básico sobre o tema.

Mormente, ao analisar a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90), que visa à garantir a universalidade, integralidade e equidade no acesso aos serviços de saúde, observa-se que sua violação ainda é uma constante no cenário atual. Aliado a essa inobservância do Estado, temos a banalização da problemática pelos jovens, sendo esse um dos principais entraves para sua resolução, uma vez que muitos deles estão mais preocupados com uma possível gravidez indesejada do que com a proteção contra as ISTs e DSTs.

Outro desafio enfrentado pelos jovens é a falta de conhecimento sobre o tema, uma vez que falar sobre sexualidade ainda é um tabu para a grande maioria. De acordo com o UNAids - programa da ONU responsável pelo combate do HIV/AIDS no mundo - cerca de 20% dos jovens sexualmente ativos acreditam que a pílula anticoncepcional previne as DSTs, revelando que a falta de conhecimentos sobre o tema ainda é um dos principais vilões para o controle das doenças, mesmo em uma era dominada pela tecnologia e informação. Além disso, muitos jovens não recebem nenhum aconselhamento ou orientação profissional, principalmente na adolescência - período de desenvolvimento dos caracteres sexuais masculinos e femininos - culminando em mais pacientes infectados e mais gastos públicos com onerosos tratamentos de saúde, muitos deles contínuos e intermitentes.

Destarte, para que haja uma redução no quantitativo de jovens infectados por DSTs no Brasil, é necessário que o ministério da saúde, em parceria com ONGs e entidades filantrópicas que atuam nesse segmento, promovam campanhas preventivas nas redes sociais, e potencializem a formação sexual desses jovens através de palestras e rodas de conversa nas escolas - com o uso de uma linguagem própria - e realizada por formadores de opiniões conhecidos e admirados por esse público. Antes, devem fiscalizar para que a Política Nacional de DST/AIDS seja efetivada, garantindo esse importante personagem social.

o acesso aos serviços de saúde

isonomia

Tal fato, corrobora com o aumento alarmante dos casos de DSTs entre os jovens, mesmo com a evolução nas tecnologias de prevenção e controle