O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 07/07/2020

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como gonorréia, sífilis, e HIV/AIDS podem causar consequências seríssimas a saúde física e social de um indivíduo, tornando-se assim um tema que deveria ser mais discutido entre os adultos e principalmente os jovens. Em contrapartida, a discussão de temas sexuais entre as famílias brasileiras, lamentavelmente ainda é um tabu.

Segundo o Ministério da Saúde o comportamento de risco entre os jovens de 19 a 29 anos eleva o índice de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Brasil, as ISTs podem ser silenciosas e geram as DSTs. É preocupante a displicência que parte dos jovens tem em relação ao uso da camisinha - o único método de proteção contra ISTs e DSTs que age também como contraceptivo- pelo fato de não possuirem conhecimento sobre o método ou  não se sentirem confortáveis com o uso do preservativo.

A população jovem é a mais atingida pelas DSTs, entretanto é discutível se essa amostra esteja recebendo de maneira compreensível as informações sobre o uso de preservativos e os riscos de não usa-los, visto que o assunto sexo é um tema pouco e até mesmo nunca discutido nas escolas e famílias brasileiras.

Logo, o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação devem instruir professores de matérias relacionadas ao indivíduo e a população, como biologia, sociologia e geografia a ministrar classes focadas em discutir, sanar dúvidas e enfatizar os riscos de contrair uma IST e desenvolver uma DST e como elas podem afetar a saúde física e social de um indivíduo e de seu parceiro, mas principalmente deixar explícito o uso da camisinha para evitar infecções de cunho sexual. Em adição as escolas devem preparar palestras as famílias de seus alunos, ressaltando a importância  em ter um diálogo aberto sobre sexo com seus filhos.