O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 09/07/2020
O livro “Depois daquela viagem”, da autora Valéria Polizzi, retrata a vida de uma jovem que foi infectada pelo vírus HIV aos 16 anos, em sua primeira relação sexual. Na obra, é mostrado os estigmas e preconceitos sofridos pela personagem durante sua adolescência. De maneira análoga à história fictícia, no Brasil, as DSTs (Doenças sexualmente transmissíveis) são um problema evidente. Nessa perspectiva, é decerto analisar quais aspectos corroboram com esta problemática.
Em primeiro plano, vale ressaltar que nos últimos anos, nosso país obteve um avanço significativo no que refere-se às tecnologias médicas, midiáticas e de acesso à informação. Entretanto, o número de casos de infecções que acometem os jovens a partir de uma conduta sexual não segura, aumentam gradativamente. Este fato deve-se ao desconhecimento ou desatenção no que diz respeito às eventuais consequências de doenças transmitidas sexualmente. Assim sendo, um fator determinante na continuidade do impasse.
Ademais, outro ponto importante a citar é a insuficiência do Governo em relação às estratégias de conscientização, uma vez que estas são rudimentares e ineficientes. Somado a isso, os sistemas públicos de saúde não fornecem o devido acompanhamento e atenção à juventude. Dessa maneira, é válido discernir que o governo descumpre com o artigo 196 da Constituição de 1988, o qual certifica que a saúde é direto de todos e dever do Estado.
Portanto, faz-se necessário atitudes para resolução do impasse, de modo que o Ministério da Saúde, que possui como função promover o bem da população mediante à investimentos, promova uma ampliação nos projetos de conscientização, por meio de esclarecimentos e debates sobre a importância da prevenção das DSTs. Ademais, a mídia, como medida paliativa, deve articular campanhas publicitárias relacionadas ao tema, afim de atingir o maior número de espectadores. Em síntese o problema poderia ser amenizado, prosperando assim, na vida e saúde de todos.