O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 10/07/2020
O livro “Depois daquela viagem”, da autora Valéria Polizzi, retrata a vida de uma jovem que foi infectada pelo vírus HIV aos 16 anos, em sua primeira relação sexual. Na obra, é mostrado os estigmas e preconceitos sofridos pela personagem durante sua adolescência. De maneira análoga à história fictícia, no Brasil, as DSTs (Doenças sexualmente transmissíveis) são um problema evidente. Nessa perspectiva, é decerto analisar quais aspectos corroboram com esta problemática.
Em primeiro plano, vale ressaltar que, nos últimos anos, nosso país obteve um avanço significativo no que se refere às tecnologias médicas, midiáticas e de acesso à informação. Entretanto, o número de casos de infecções que acometem os jovens a partir de uma conduta sexual não segura, aumentam gradativamente. Este fato deve-se ao desconhecimento ou desatenção no que diz respeito às eventuais consequências de doenças transmitidas sexualmente. Assim sendo, um fator determinante na continuidade do impasse.
Ademais, outro ponto importante a citar é a insuficiência do Governo em relação às estratégias de conscientização, uma vez que estas são rudimentares e ineficientes. Somado a isso, os sistemas públicos de saúde não fornecem o devido acompanhamento e atenção à juventude. Dessa maneira, é válido discernir que o governo descumpre com o artigo 196 da Constituição de 1988, o qual certifica que a saúde é direto de todos e dever do Estado.
Portanto, faz-se necessário atitudes para resolução da adversidade, de modo que o Ministério da Saúde, promova uma ampliação nos projetos de conscientização, por meio de esclarecimentos e debates sobre a importância da prevenção das DSTs. Ademais, a mídia, como medida paliativa, deve articular campanhas publicitárias relacionadas ao tema, a fim de atingir o maior número de espectadores. Em síntese, o problema poderia ser amenizado, prosperando, assim, na vida e saúde de todos.