O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 04/08/2020

No Livro “Depois Daquela Viagem”,a autora Valéria Piassi,descreve como foi infectada pelo vírus HIV,relatando as mudanças que ocorreram em sua vida e sua determinação para enfrentar essa nova realidade.De modo análogo à realidade,no Brasil,observa-se picos dramáticos de DSTs entre os jovens.Embora essa temática possua tamanha notoriedade,existem obstáculos para promover a diminuição do número de DSTs no país, como a vulnerabilidade da educação sexual,como também a crônica ineficiência do Estado em garantir saúde aos brasileiros.

Em primeiro plano,é evidente que a herança ideológica da educação sexual,como um tabu, conservou-se na sociedade e perpetuou a desinformação entre os jovens.De acordo com o Ministério da Saúde,seis em cada dez adolescentes não usaram preservativo em alguma relação sexual no último ano.Nesse sentido,observa-se que a falta de conhecimento em relação ao sexo seguro na adolescência, deve-se ao fato da sociedade tratar a discussão com uma certa censura,que ainda é permeado de princípios morais e preconceituosos em pleno séc.XXI,dessa forma, facilitando a exposição de jovens a situações de riscos,como gravidez indesejada,contágio de ISTs e traumas psicológicos e emocionais resultantes da vivência de uma sexualidade frustrante.

Além disso,inaplicabilidade do Estado em aplicar ações de promoção à saúde sexual,vem por dificultar o processo de reconhecimento e tratamento das DSTs na juventude.Nesse sentido,segundo o Contrato Social―proposto pelo contratualista John Locke―,cabe ao Estado fornecer medidas que garantam o bem-estar coletivo.Contudo,constata-se que existe uma certa deficiência em ações eficazes,tanto por a falta de atendimento adequado,quanto pela escassez de medicamentos.Da mesma forma,as campanhas de prevenção do governo,tendem a ser antiquadas e sem aprofundamentos causando assim dúvidas entre os jovens sobre a importância de se prevenirem.Desse modo,a maioria dos adolescentes terminam sofrendo graves consequências com a evolução da doença.

Verifica-se,então,que esse fenômeno social deixou de ter uma posição de destaque no Brasil.Para resolver tal empecilho,cabe ao Ministério da Educação,o papel de desmistificar os conhecimentos acerca da sexualidade,por meio da inserção na grade curricular das instituições de ensino conteúdos relacionados à saúde sexual.Outrossim,o Ministério de Saúde precisará ampliar suas campanhas publicitárias nas redes sociais dos ministérios citados,a fim de disseminar a importância do autocuidado e da vida, sendo assim capaz de trazer o tema DSTs ao dia a dia.