O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/07/2020
Segundo o Artigo 296 da Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado que deve promover políticas públicas de prevenção , tratamento e acompanhamento da saúde. O recente aumento do número de casos de IST entre os jovens, nos faz pensar que possíveis falhas na promoção de políticas públicas preventivas, somadas à falta de diálogo sobre sexualidade e a desinformação em uma época de excesso de informação sejam os fatores que contribuem para esse aumento. Dessa forma, o filósofo Foucault dizia que “ muitos assuntos, sobretudo o sexo, sofrem restrições e proibições na sociedade”. Essas restrições se expressam na forma de tabus e são resultado, no Brasil, de formação histórica e religiosa forte, e nos permite entender como o desconhecimento sobre sexo e sexualidade geram problemas de saúde pública como aumento dos casos de DSTs, gravidez indesejada. Além disso, a sazonalidade com que as campanhas de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis -que geralmente só ocorrem na época do carnaval- aliadas à dificuldade de acessar linguagem compreensível condizente com o público alvo e, também, o fato de a informação não ser assimilada por não provocar reflexão acerca do assunto, gera o paradoxo de que em meio ao aumento do acesso à informação ainda sim os jovens estão se contaminando mais. Ademais, as consequências das doenças e infecções sexualmente transmissíveis perpassam os danos físicos de infertilidade, diminuição da imunidade- pela AIDS- e danos neurológicos ,como os causado pela neurossífilis, como também causam danos psicológicos pelo fato de o infectado ser alvo de preconceitos e discriminações, principalmente pelo fato de as pessoas ainda acharem que o vírus da AIDS, por exemplo, ainda se transmite pelo contato físico, ou por abraço. Outrossim, o gasto para o sistema público de saúde com tratamentos longos, medicações e internações são muito maiores do que se se houvesse maior investimento de recursos financeiros em medidas preventivas. Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação insira como obrigatória na grade curricular a Educação Sexual, que deverá ser ministradas pelos professores de Biologia e Sociologia, abordando entre as diversas temáticas de sexo e sexualidade o uso de métodos contraceptivos, métodos de proteção e como vestir o preservativo e também o modo correto de descartá-lo. É importante também que o Ministério da Saúde expanda as campanhas de prevenção de DST’s para todo o ano, e também mude a abordagem das mesmas, que deverá ser feita por meio de Digitais Influencers apreciados pelos jovens, que através das redes sociais deve incentivar o uso de preservativos e abordar em seus “stories” temáticas de sexo e sexualidade, divulgando informações sobre como ocorrem as infecções de forma a promover diminuição das taxas de contaminação e combate ao preconceito,assim como outros temas que deverão ser indicados por esse mesmo ministério.