O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 24/07/2020

No filme “Cazuza, o tempo não para”, é retratado, além da história artística, a luta desse músico contra a AIDS, doença sexualmente transmissível que marcou o mundo na década de 80, especialmente a juventude. Similarmente aos anos 80, os jovens contemporâneos continuam contraindo, exponencialmente, DSTs, ocasionada principalmente pela desinformação na conduta sexual, seja pela banalização do sexo no cotidiano, seja pela precária educação sexual nas escolas brasileiras.

Tendo em vista o pensamento weberiano, o qual enfatiza o sexo como elemento central da vida em sociedade, aliado ao conceito de amor líquido proposto por Bauman é possível analisar o quão banal se tornou as relações sexuais na contemporaneidade, inclusive entre os jovens brasileiros.  Em um episódio da série “Upload”, por exemplo, é demonstrado um futuro distópico no qual indivíduos utilizam notas avaliativas em aplicativos de namoro, com o intuito de escolher a melhor companhia  para uma relação sexual, negligenciando o sexo, da mesma forma que se têm observado entre os jovens da atualidade.

Além disso, a falta de incentivo e a tabutização sobre a educação sexual na escolas, os jovens brasileiros recorrem a pornografia como fonte de aprendizado, afirma Ivan Rotella. Paralelo a isto, na história ficcional exposta na série “Sex Education”, certos estudantes, mesmo possuindo em sua matriz educacional aulas de educação sexual,  optam por buscar tal conhecimento por meio de “conselhos”  vendidos por um aluno. Tal contexto revela o distanciamento entre estudantes e professores a respeito desse tema, dentro e fora da ficção.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar este impasse. Para isso urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, um plano de educação sexual inovador, por meio de palestras, debates e atendimentos individuais dentro e fora das escolas, a fim de esclarecer questionamentos dos jovens de forma simples mas com embasamento científico. Além disso é necessário, a criação de novas campanhas publicitárias que causem impacto nos jovens a respeito da causa.  Somente assim será possível retirar esse tabu da sociedade e evitar que novas DSTS destruam o futuro dos jovens, como ocorreu com Cazuza.