O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/11/2020

Gabriele Falloppius foi um médico anatomista do século XVI que incentivou seus pacientes a usarem um envoltório de linho no pênis durante o ato sexual, como proteção contra a sífilis. Essa técnica foi um sucesso na época marcando o início do uso de preservativo. Atualmente, mesmo com o avanço no combate às doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), o Brasil vem apresentando um aumento no número de casos entre jovens devido à precária educação sexual no país, a qual é responsável pela banalização das DST’s na visão da juventude.

Convém ressaltar, a princípio, que a má formação socioeducacional do brasileiro é um fator determinante para não haver educação sexual na grade escolar, uma vez que os governantes correspondem aos anseios sociais e grande parte da população não exige isso por não compreender sua  importância. Isso, consoante com o pensamento de Arthur Schopenhauer de que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento do mundo que a cerca, ocorre pois a educação básica não instrui os adolescentes ao início da vida sexual e aos seus perigos, como a gravidez precoce e  DST’s. Tal fato se reflete dos ínfimos investimentos governamentais em capacitação profissional e da pouca importância que os familiares dos jovens dão a esse assunto.

Em consequência disso, a juventude brasileira banalizou o uso de preservativos e isso acarretou no aumento do número de jovens que contraíram alguma DST. Um exemplo  é a queda de 16% no número de infecção por HIV no mundo, exceto no Brasil, no qual houve um aumento de 21%; segundo dados disponibilizados pela Unaids, programa das Nações Unidas direcionado ao trabalho com DST’s. Percebe-se que esse descaso para com a vida sexual dos jovens não é positiva para o governo - o qual por meio do Sistema Único de Saúde deve prover tratamento a eles - nem pra o infectado, o qual se tivesse sido bem instruído sua prioridade seria se previnir.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário o Ministério da Educação tornar obrigatória a matéria de ensino sexual a partir do nono ano do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio, capacitando professores que serão responsáveis pela matéria para melhor ensinar os adolescentes nas escolas. Além disso, seria plausível a cada seis meses os estudantes terem conversas descontraídas com médicos e psicólogos a respeito desse tema nas escola. Ademais, é importante que o governo federal libere verbas para os municípios a fim de contratarem palestras com profissionais da saúde para instruir as famílias a respeito das DST’s e suas formas de prevenção, além de conversas com os pais dos jovens a respeito da iniciação sexual. Assim, construiremos uma nação consciente de suas escolhas e saudável.