O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/07/2020
Candidíase, sífilis, HPV. Muitas são as doenças e infecções que acometem o jovem brasileiro, pela sua conduta irresponsável e insegura. Nos últimos anos vemos um avanço constante no nosso alcance informativo e tecnológico, em contrapartida, o número de jovens brasileiros que contraem DSTs, também é crescente, formando um contrassenso que evidentemente é consequência da banalização dessas enfermidades.
Inicialmente deve-se destacar a preferencia entre ferramentas unicamente contraceptivas à métodos que protejam de doenças sexualmente transmissíveis, visto que, atualmente o medo de uma gravidez indesejada se torna maior do que o da contração de tais doenças. Um dos grandes causares desse cenário, irracionalmente, é o sucesso médico no tratamento das pessoas acometidas, resultando na trivialidade indevida dessas doenças. Doenças as quais tem efeito direto na vida social e individual do doente, que vão além do dano biológico causado fisicamente, mas também, do preconceito - consequente da desinformação - que acompanha a doença.
Além disso, o tabu estabelecido na nossa sociedade, impede que o assunto seja abordado entre os jovens por aqueles que teoricamente teriam que lhes instruir até a chegada da vida adulta, perpetuando a presença de dúvidas e mitos a respeito da vida sexual. Por conta disso, eles são tentados a buscar informações por meios não confiáveis, persistindo assim na desinformação.
Desse modo, é evidente a real necessidade de estrategias para combater o permeio da desinformação. Uma possível solução é a promoção de aulas sobre educação sexual através de uma pareceria entre o ministério da educação e as escolas, com a finalidade de informar quanto aos perigos das DSTs, desmentir mitos e até ensinar formas seguras de se manter relações sexuais. Essas aulas seriam dadas por professores de diferentes disciplinas para garantir a interdisciplinariedade e uma visão tanto biológica quanto social.