O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/07/2020
É incontestável que a prevenção efetiva de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) colabora com o bem-estar social. Todavia, ao se observar o aumento dessas doenças entre jovens brasileiros, hodiernamente, nota-se que tal efetividade não é uma realidade no país, uma vez que a negligência do grupo em questão, somada ao preconceito de parte significativa da sociedade, tornou-se um empecilho para a superação desse problema.
Em primeira análise, cabe pontuar que os avanços da medicina moderna são fatores relevantes na justificativa de atitudes negligentes dos jovens em relação ao uso de preservativos, visto que os números de casos fatais relacionados às DSTs reduziram. Nesse contexto, é possível notar que parte da população não compreende a gravidade de tais doenças, fato esse que aumenta a frequência das relações sexuais sem proteção e, consequentemente, o número de infectados. No entanto, essas atitudes colocam em risco a saúde coletiva, posto que, segundo a teoria da evolução de Darwin, os vírus e bactérias responsáveis pelas doenças, por meio de seleção natural, podem tornar-se resistentes aos medicamentos utilizados no seu combate, o que causaria impactos negativos à sociedade. Desse modo, observa-se que há a necessidade de se criar métodos efetivos para atenuar essa problemática.
Em segunda análise, convém frisar que, em razão de prejulgamentos sociais, os portadores de DSTs são vistos como pessoas promíscuas, haja vista que, em virtude de dogmas religiosos constituintes da formação cultural nacional, há uma vulgarização do ato sexual fora de um casamento e tais doenças, geralmente, estão relacionadas às relações sexuais casuais. Conquanto, esse preconceito intensifica o problema em questão, já que os jovens sentem-se inseguros para realizarem exames de diagnóstico após praticarem sexo sem proteção. Uma prova disso está em dados da Organização Mundial da Saúde, em que é possível observar que 74,8% dos jovens brasileiros nunca fizeram um exame de HIV. Dessa forma, percebe-se a indispensabilidade de se buscar meios para combater esse impasse.
Destarte, medidas são necessárias para mitigar esse problema. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação , crie campanhas que visem mostrar aos jovens os riscos da prática sexual sem proteção, além de orientar na procura de uma unidade de saúde para aqueles que fazem sexo sem proteção. Tal ação deve ser feita com o objetivo de alcançar as escolas de todo o país, por intermédio de palestras ministradas por médicos especialistas e debates periódicos entre alunos e professores sobre o tema em questão, de modo que o tecido social, enfim, quebre tabus que prejudicam sua qualidade de vida e sanem as consequências de atitudes negligentes, para que, assim, possa alcançar o bem-estar advindo da prevenção efetiva desse mal.