O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 26/07/2020

O poema “No meio do caminho” do escritor modernista Carlos Drummond de Andrade revela, de forma metafórica, a existência de obstáculos no percurso da vida humana. De maneira análoga, o aumento de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), como a AIDS, entre os jovens brasileiros tornou-se uma pedra no meio do caminho da sociedade moderna , haja vista que impede a efetivação da plenitude social. Assim, é preciso analisar como a descrença na gravidade das doenças supracitadas, bem como a falta de conversas elucidativas acerca da problemática dificultam o decréscimo dos casos de infectados na sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, é fulcral uma análise em dados críveis que exemplificam o modo errôneo como a juventude encara a pauta abordada. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, seis em cada dez jovens entre 15 e 24 anos fizeram sexo sem preservativo no ano de 2016. Diante disso, é correto depreender que, de um lado os avanços médicos no tratamento de doenças sexualmente transmissíveis possibilitam uma maior qualidade de vida para os infectados e, por outro lado, há uma sociedade jovem mais relaxada, uma vez que os tratamentos modernos camuflam o indivíduo portador, fazendo com que a juventude acredite que há cura para a AIDS, por exemplo. Consequentemente, o modo suavizado como a população vem encarando a problemática, fez com que os casos de HIV (o vírus causador da AIDS) entre 2005 e 2015 aumentassem mais de 100%, segundo o mesmo órgão da pesquisa realizada no ano de 2016. Portanto, é se suma urgência que o Estado encare a situação supracitada com um olhar crítico de enfrentamento.

Em segundo lugar, a prática da conversa, a fim de transmitir informações ao público-alvo, é essencial para a criação de uma sociedade consciente.Lamentavelmente, o assunto sobre sexo é encarado como TABU,ou seja,famílias evitam conversar com seus filhos sobre relações sexuais e,assim,eles são mais suscetíveis a aprender da pior maneira possível:adquirindo a doença. Conforme o Ministério da Saúde, 21,6% da população jovem acredita que há cura para a AIDS. Nesse sentido, é perceptível a alienação desses jovens, uma vez que a AIDS não tem cura e pode ser letal quando subestimada.

Outrossim, o  Ministério da Saúde, em harmonia com o Ministério da Educação, deve promover projetos que fomentem o uso da camisinha, por meio de oficinas obrigatórias nas instituições acadêmicas de estudo, a fim de reduzir os números absurdos de vítimas. Ademais, os mesmos órgãos devem implementar discussões sobre Educação Sexual nas escolas como matéria obrigatória, para que mais cidadãos percebam a gravidade desses contágios e pratiquem sexo seguro.Destarte,será possível diminuir significativamente o número de portadores,bem como a retirada da pedra no caminho.