O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/07/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, garante a todos os indivíduos direito a educação e ao bem-estar social. No entanto, a prática deturpa a teoria, uma vez que se observa o aumento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) entre os jovens brasileiros, tendo em vista que, segundo a Organização mundial da saúde (OMS) mais de um milhão de pessoas contraem DSTs por dia. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A carência da comunicação familiar com os adolescentes brasileiros é um intensificador do problema, assuntos como sexualidade muitas vezes deixam de virar pauta em diálogos de pais e filhos, isso favorece o aumento de DSTs entre jovens brasileiros segundo OMS, em 2016 houve mais de 376 milhões de novas infecções. Esse número é praticamente o mesmo de 2012, o que mostra uma estagnação na redução da transmissão de DSTs. Nesse contexto, é inadmissível que mesmo depois de quatro anos os números continuam os mesmos.

Ademais, a educação sexual é um tema pouco debatido no cheio de conservadorismos e tabus. Um estudo feito pela Federação Internacional de Planejamento Familiar mostrou que, comparado com outros países da América Latina, o Brasil tem os piores indicies de educação sexual. Nesse contexto, a falta dessa educação tem um impacto negativo na vida dos jovens brasileiros, pois muitos deles acabam contraindo DSTs por falta de conhecimento. Desse modo, é notável que a educação sexual nas escolas pode melhorar a situação do atual país.

É evidente, portanto, que ainda ha entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Contudo, o Ministério da Saúde deve investir na educação sexual dos jovens, através de profissionais qualificados. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freeire a educação transforma as pessoas, e essas mudam do mundo. Dessa forma, haverá um menor o índice de difusão das DSTs entre jovens.