O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/07/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o aumento de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) entre os jovens brasileiros torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nesse cenário, seja pela ausência de informação, seja pelo fato dos jovens continuarem negligenciando principalmente o uso de preservativos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Nessa perspectiva, vale ressaltar que um dos principais males desse problema é a falta de informação dada aos jovens, hoje é encontrado com mais facilidade a prevenção dessas doenças como AIDS, sífilis, gonorreia, entre outras. O uso da camisinha é o método mais eficaz, simples e barato. Porém diversos estudos conduzidos por universidades renomadas no Brasil e no exterior, dados do Ministério da Saúde e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças indicam que o aumento das DSTs cresceu mais de 1000% desde 2013. Isso ocorre devido, aos jovens não terem o suporte adequando acerca das informações necessárias para esse público.
Além disso, destaca-se a negligencia dos jovens em relação ao uso dos preservativos. De acordo com a Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas (PCAT), 45% dos adolescentes com relação sexual ativa não fazem o uso de preservativos. Dessa forma é notório, o aumento de possibilidades do contagio de DSTs nos mesmos, sendo necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.
Portanto, é imprescindível que, medidas devem ser tomadas para a falta de cuidado dos jovens no hábito sexual. Nessa perspectiva, é primordial que a Organização Mundial da Saúde deva orientar projetos que promovam informações aos centros médicos e educacionais por meio de feiras instrutivas com profissionais de saúde, assim como implementar preservativos nas escolas e postos de saúde. Além disso, as escolas devem estimular a mudança no comportamento destes, com orientação psicopedagoga para alunos e familiares. Tais campanhas irão reduzir os índices de incidência de DSTs, que baixam a imunidade e podem prejudicar todos os sistemas do corpo, causando doenças crônicas e até morte, além dos gastos com tratamentos de saúde.