O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/07/2020
Na série norte-americana “13 Reasons Why”, o personagem Justin Foley é diagnosticado com o vírus HIV, progredindo para a AIDS, doença sexualmente transmissível que pode levar o infectado à morte, o que infelizmente foi o caso do personagem. Transpondo os limites ficcionais, nota-se igual situação, não só nos Estados Unidos, como em todo o mundo, e principalmente no Brasil. Infelizmente, os jovens brasileiros pouco se preocupam com as chamadas DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis), fato que fica explícito em uma pesquisa realizada pelo site UOL. De acordo com tal pesquisa (realizada em 2013), seis em cada dez jovens brasileiros de 15 a 24 anos fazem sexo sem utilizar preservativos. Grande parte das causas desse comportamento irresponsável por parte dos jovens é proveniente de fatores como: ineficácia do Estado nas campanhas de prevenção, além da dificuldade apresentada pelas famílias em oferecer aos jovens uma educação sexual de qualidade.
Primeiramente, vale ressaltar que um dos grandes agravantes dessa problemática é a insuficiência estatal tratando-se das campanhas de prevenção contra as DST’s. Tal fato evidencia-se na falta de materiais e cartilhas que ajudem os jovens a prevenirem-se contra essas doenças e infecções até mesmo em materiais mais simples, como livros didáticos oferecidos pelas escolas. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 1 milhão de pessoas contraem DST’s por dia no mundo inteiro. Seguindo esse raciocínio, é possível perceber que o Estado apresenta certa deficiência nesse setor, o que gera inúmeras consequências para a sociedade, como mortes pela AIDS, aborto espontâneo (nas mulheres) pela sífilis, infertilidade pela gonorreia, entre várias outras consequências.
Além disso, outro fator agravante para o aumento cada vez maior dessas doenças e infecções entre os jovens é a falta de educação sexual de qualidade oferecida pelas famílias. Tal situação deve-se ao fato de que, desde sempre, qualquer coisa que envolva a palavra “sexo” é considerada um tabu pela sociedade. Em pesquisa realizada pela empresa farmacêutica Bayer, isso fica evidente. De acordo com a pesquisa (realizada entre jovens de 15 a 25 anos, de todo o Brasil), quando o assunto é “sexo”, 60% dos participantes revelou usar a internet, 15%, aos amigos, e 8%, os pais. Com isso, conclui-se que dúvidas por parte dos jovens são frequentes, o que pode vir a causar transtornos ainda maiores.
Tendo em vista esses fatores, é imprescindível que essa problemática tenha um fim. Portanto, cabe ao Estado, juntamente com as famílias dos jovens, realizar campanhas de prevenção dessas doenças utilizando o meio online (que é o mais utilizado pelos jovens atualmente) ao menos uma vez ao mês, que aliadas ao diálogo constante pelas famílias, possam diminuir os casos dessas doenças no Brasil e no mundo. A partir dessas ações, espera-se a diminuição das DST’s entre os jovens.