O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/08/2020

“Yesterday” é um filme africano no qual retrata a marcha de uma mulher aidética pelo país juntamente com sua filha, a fim de buscar tratamento para sua doença. Além disso, exprime em algumas cenas a triste realidade enfrentada pelas mulheres africanas. Como situações de descriminação, sexismo e medo. Não obstante, isto ocorre com populações mais vulneráveis e marginalizadas. Estas causas são expressas pelos problemas recorrentes na falta de informação, sendo assim há uma propagação massiva de “fake news” sobre este tema, como também à resistência contra o uso da camisinha.

Primeiramente, é notável que a integração do jovem na vida sexual ocorre de maneira, cada vez mais precoce. Por sua vez, a falta de informação que não deveria se encontrar usualmente, faz com que haja um tabu imenso e uma submissão a um dogma se ligando diretamente à religiosidade e ao preconceito com relação à população e o comportamento de risco, como gays, transexuais, profissionais do sexo e a poligamia estão sujeitas a uma posição desfavorável de crenças, em alguns casos, condenatória, tal como os relacionamentos homossexuais. Dessa forma, a falta de conhecimento torna-se uma grande promotora de preconceitos existentes contra esses grupos.

Em segundo lugar, o não uso de preservativo ocorre por muitos jovens acreditarem que estão imunes e não correm o risco de infecção. Segundo a pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, entre os brasileiros com 15 a 24 anos, apenas 56,6% usam camisinha no ato sexual. Esses números evidenciam um enorme paradoxo, pois o Ministério da Saúde aponta que mais de 95% da população sabe que a camisinha é o modo mais eficiente de não contrair nenhuma IST ou DST. O fato é que, muitas Infecções Sexualmente Transmissíveis não silenciosas e não identificadas visualmente, o que aumenta as chances de contágio quando não há o uso da camisinha. Demonstra-se então uma irresponsabilidade na cultura de preservação sexual.

Com a finalidade de amenizar essa problemática, o Ministério da Saúde deve promover ações incentivadoras ao uso de preservativos, por meio de campanhas cuja divulgação ocorrerá por intermédio de mídias sociais. Ademais, o Ministério da Educação, em conjunto com as famílias e escolas de ensino básico e médio necessitam se inserir da discussão sobre educação sexual, apontando os riscos que podem ser desenvolvidos caso haja pensamentos negligentes em relação aos usos de preservativos nos relacionamentos sexuais. Feito isto, haverá uma melhoria na conscientização dos jovens, bem como o cumprimento da meta proposta pela UNAIDS de extinguir a infecção até 2030.