O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 03/08/2020

A série ´´Sex Education`` aborda amplamente a educação sexual na adolescência, tanto a problemática de discutir sobre isso quanto a importância do tema, onde a personagem principal inicia, em sua escola, uma espécie de assistência sexual clandestina, baseada nos conhecimentos obtidos por meio de sua mãe, que é sexóloga. Infelizmente, a presença da educação sexual não é realidade nas escolas do Brasil. Isso acarreta o aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre os jovens, uma vez que a maior parte deles não recebem orientações seguras e/ou profissionais.

Primeiramente, ressalta-se que há uma forte censura em relação aos temas sexuais, possivelmente influenciada ou agravada por fundamentos religiosos durante os séculos passados. Uma pesquisa, publicada por Luiza Souto, demonstra que menos de 20% das jovens brasileiras buscam informações com os ginecologistas, e apenas 25% dos pais falam sobre sexo com seus filhos, segundo Alexandre Faisal. Muitos responsáveis se queixam de que falar sobre sexo com os filhos fará com que eles pratiquem-o, no entanto, debater sobre isso faz parte da educação básica de uma pessoa, principalmente na fase adolescente, e ao contrário do que muitos pensam, não limita-se ao ato. A falta de conhecimento culmina na falta de prevenção, e por consequência, têm-se os números de casos de DSTs entre os jovens cada vez mais presentes.

Além da falta de conscientização, algumas pessoas podem ser assintomáticas. Quando se é assintomático, há a possibilidade de ter uma doença sexualmente transmissível e não fazer a identificação desta tão facilmente. Os sinais e sintomas são extremamente importantes, pois  esclarecem que há algo errado com a saúde de um determinado indivíduo, além de indicar a presença de complicações internas precocemente, e ser, na maioria das vezes, a única causa das pessoas procurarem os profissionais da saúde. A dificuldade em efetuar um diagnóstico, mesmo que por meio dos sintomas, aumenta as chances de contaminação e propagação das doenças em questão. É de extrema importância normalizar a conversa sobre o assunto, e prezar, primeiramente, pela saúde.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir os casos de DSTs entre os jovens no Brasil. Posto isso, é preciso que o Ministério da Saúde enfatize a importância do debate do assunto entre adolescentes e seus respectivos responsáveis, por meio de campanhas de conscientização com uso dos meios de comunicação, além de patrocinar, junto ao Ministério da Educação, a existência de programas educativos à vida sexual nas unidades de ensino, tornando também relevante a presença de psicólogos especializados, para que estas ações sejam guiadas de forma confortável e prudente. Assim, observar-se-ia uma juventude mais prevenida, consciente e menos exposta à riscos.