O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/08/2020
O Artigo 196 da Constituição Brasileira diz que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Entretanto, é visto que os casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) são cada vez mais comuns entre os jovens brasileiros. Isso ocorre, dentre vários motivos, por causa do abuso de substâncias, que somado as ISTs e DSTs, acarretam em danos físicos.
O uso e abuso de álcool, cigarro e drogas ilícitas é mais comum entre jovens. De acordo com o relatório de 2015, realizado pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 12% dos jovens de 13 a 17 anos usaram drogas ilícitas alguma vez na vida. O uso dessas drogas, frequentemente, tende a fazer com que o comportamento sexual seja irresponsável, como sexo sem camisinha.
Em consequência disso nota-se os danos físicos causados quando, após o uso de drogas, se tem sexo irresponsável, resultando em ISTs e DSTs que, por sua vez, possuem sequelas neurológicas e reprodutivas que podem ser mortais. Segundo o Ministério da Saúde, em 2016, foram notificados mais de 87 mil casos de sífilis, aproximadamente de 37 mil em gestantes e 20 mil congênitas. No mesmo ano, mais de 800 mil pessoas viviam com HIV no país, infecção que pode resultar em Aids. Esses dados são de apenas duas, porém existem mais onze tipos de DSTs.
Torna-se evidente, portanto, que os casos de DSTs entre os jovens brasileiros vem crescendo a cada ano que passa, e esse fato precisa ser interrompido. Para que isso ocorra, o governo deve elaborar campanhas e projetos, através de meios de comunicação como a internet e as redes sociais, com a finalidade de mostrar que o uso de drogas é maléfico à saúde. Além disso, o Ministério da Saúde deve intensificar o tratamento das ISTs e DSTs, assim como disponibilizar e informar a população da importância do uso de preservativos.