O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/07/2020

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.

Especialistas avisam para o aumento de jovens infectados com DSTs, como Aids, sífilis e úlcera genital. Banalização dos males e pouco uso da camisinha fazem com o que o cenário seja preocupante. As autoridades sanitárias perderam um grande aliado na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs): o medo. Por não causarem pânico, a população mais jovem banalizou esses males e abriu mão de se proteger. O preservativo, item de primeira necessidade outrora, caiu em desuso. Os efeitos começam a aparecer. Em cinco anos, a Secretaria de Saúde registrou 29 mil novos casos de alguma DST. O alerta é para o perfil dos infectados: jovens entre 20 e 29 anos.

Segundo a UNAids, órgão das Nações Unidas que lida com a doença, o número de novos casos de aids no Brasil aumentou, em tendência contrária ao que se registra na média mundial. Em 2016, foram 48 mil novos casos. Esses números poderiam ser bem menores se a população, sobretudo os mais jovens, se prevenisse como deveria. Os governos, em especial o federal, têm feito a sua parte. No ano passado, como forma de prevenir a população contra a aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST, o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 465 milhões de preservativos. Além disso, veicula constantemente campanhas publicitárias sobre o tema e disponibiliza atendimento médico gratuito durante o ano inteiro. Estamos em meio a maior festa popular do planeta, o Carnaval, e é nesse momento que os cuidados devem ser intensificados. Segundo o Boletim Epidemiológico HIV/aids, do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/aids e das Hepatites Virais, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, em 2016, foram 38.090 casos de aids registrados no Brasil.

Logo, em vista dos argumentos citados, urge a necessidade de impor medidas para atenuar a situação. Destarte, o Ministério da Educação e Cultura deve investir na educação sexual dos jovens, por meio do desenvolvimento e posterior recrutamento de profissionais capazes de executar o ensino correto acerca da problemática, pois somente os mecanismos educacionais possuem condições de conscientizar os jovens alheios às medidas profiláticas de viés sexual, a fim de diminuir o índice de difusão das DSTs entre os adolescentes do Brasil, produzindo, dessa forma, um geração de adultos livres de enfermidades sexuais