O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 29/07/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o aumento da doença sexualmente transmissível torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta do uso de preservativos, seja pela falta de orientação dos pais, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população jovem e exige uma reflexão urgente.

Inicialmente, vale ressaltar que um dos principais males do aumento de DSTs entre os jovens é a falta de regularidade no uso da camisinha. Isso ocorre, pois pelo fato dos jovens não terem orientação acerca do tema, os induzem a não fazer um sexo seguro, aumentando assim  o número de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids e o HIV. Jovens que saem à procura de diversão e novas amizades acabam se esquecendo de tomar os devidos cuidados na hora H, ou até mesmo a falta de conhecimento sobre o assunto o faz pensar que se tomar algumas precauções no dia seguinte conseguirá escapar das DSTs.

Além disso, destaca-se que esse problema também ocorre devido a carência de diálogo dos pais com os filhos sobre o assunto. Isso acontece, pois muitos pais têm vergonha de conversarem com os filhos jovens sobre o tema, ou até um desconhecimento sobre o problema, construindo nestes um pensamento alheio à educação sexual, se tornando um agravante nos índices que medem a intensidade dessa problemática, na medida em que 6 a cada 10 jovens (segundo o Ministério da Saúde) mantém relações sexuais sem proteção e, portanto, sendo passíveis a enfermidades.

Portanto, é necessário que haja uma diminuição na quantidade de jovens infectados por doenças sexualmente transmissíveis. Para isso, o Ministério da Saúde deve promover campanhas nas escolas voltadas aos problemas causados por essas doenças, por meio de palestras, debates e aulas interativas voltadas sobre o tema mostrando a importância da prevenção, além de criar programas que incentivem os pais a perderem a vergonha e conversar com seus filhos. Só assim, poderá se observar uma diminuição de jovens contaminados.