O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/07/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade dos jovens brasileiros quando se trata de relações sexuais seguras. A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDs) aumentou 133% de 2007 a 2017 entre os jovens, consoante pesquisas do ministério da saúde. Dessa forma, observa-se que o aumento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) nos jovens brasileiros reflete um cenário desafiador. Grande parte dos jovens utilizam de forma erronia ou se recusam a usar os preservativos em relações sexuais, por causa da falta de conhecimento sobre o seu uso ou pela banalização dessas doenças.
Apesar das campanhas de conscientização do uso de preservativos, muitos jovens ainda não entendem como usar e nem porquê usar. Por não terem educação sexual durante sua vida escolar, muitos adolescente não sabem quais são os possíveis resultados de relações sexuais sem preservativos. Grande parte dos jovens também não sabem como utilizar os preservativos da forma correta, como por exemplo a camisinha, o que pode levar a ineficácia do preservativo.
Outro fator que influencia na má utilização ou até mesmo na não utilização de preservativos é a banalização das DSTs. Com o avanço da medicina e da ciência em tratamentos e cura de Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) muitos jovens não se preocupam em se proteger de possíveis infecções. Isso é confirmado pelo ministério da saúde em uma pesquisa feita em 2016, na qual foi constatada que a cada 10 jovens, 6 não utilizam preservativos em relações sexuais.
Conclui-se que o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros é um grande problema. O ministério da educação deveria tornar a educação sexual obrigatória em todas as escolas por meio da contratação de especialistas que possam ensinar aos adolescente todos os riscos de relações sexuais inseguras. Além disso, organizações não governamentais (ONGs) e o ministério da saúde devem fazer campanhas nas mídias sociais mostrando que o avanço médico não é o suficiente para erradicar as doenças e que a conscientização quanto ao uso de preservativos é fundamental para a redução da transmissão das DSTs.