O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/07/2020

A “Aids” é uma doença sexualmente transmissível originária do continente africano, que teve como fatores de surgimento, principalmente, o descaso com a saúde sexual e a incapacidade técnica dos pensadores do área médica da época. Todavia, hoje, no Brasil, ainda há uma grande quantidade de pessoas afetadas pelas várias DSTs existentes, paradoxalmente, esse aumento ocorre mesmo após um grande avanço tecnológico e de produção de fármacos por parte da humanidade. Tal conjuntura é agravada, principalmente, com a ineficiência do Estado em conjunto com o descaso dos jovens perante à situação alarmante que se vive. Desta forma, torna-se necessário procurar formas de sanar essa problemática, para que a vida de qualidade seja um direito gozado por todas as pessoas.

Em primeiro lugar, a ação estatal frente o aumento de casos de DSTs(Principalmente no população jovem) revela a passividade do Estado na resolução de problemas públicos. Tal paradigma condiz com o conceito de “Cidadão de Papel” do escritor brasileiro Gilberto Dimenstein, já que ao não cumprir seu papel na resolução de problemáticas sociais, os cidadãos brasileiros tornam-se apenas letras de uma Constituição, que com o tempo, torna-se cada vez mais utópica.

Ademais, o comportamento irresponsável dos jovens contemporâneos brasileiros frente às relações sexuais que praticam corrobora com a manutenção de vários problemas relacionados às DSTs. De fato, ao banalizar o uso de preservativos, o jovem aumenta o risco de contaminar-se, além de passar alguma doença para sua parceira sexual, além disso, uma vez que o jovem adquire a doença, a sociedade tende a tratá-lo de maneira preconceituosa, o que agrava ainda mais essa problemática. Tal comportamento do corpo social pode ser encaixado nos pensamento de Michael Foucault, já que neste caso, as pessoas comportam-se como vigias, responsáveis apenas por punir( de modo psicológico ou físico) a quem errou. Desta forma, torna-se essencial que se tomem medidas para minimizar os efeitos causados pelo aumento das doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens.

É imperativo, portanto, que o Estado, por meio do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, promova o aumento de centros hospitalares em escolas, além de implementar palestras e cursos ,voltados à população jovem, que serão dados pelos profissionais da saúde desses centros médicos, para que o público juvenil conscientize-se da gravidade das DSTs, e desta forma, o direito constitucional à saúde seja cumprido finalmente.