O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 06/08/2020

Freddie Mercury. Cazuza. Renato Russo. Artistas que marcaram uma geração e foram vítimas de um mesmo mal: as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). No Brasil, essas patologias ainda são uma problemática, seja pelo descaso governamental, seja pela negligência escolar.

Em primeiro plano, é indubitável destacar a falta de campanhas de conscientização para todas as camadas sociais por parte do Estado. Sob a perspectiva determinista, o homem é fruto do meio. Dessa forma, um jovem que cresce em um local de vulnerabilidade social, onde o governo não é efetivo, como nas periferias, e há muita promiscuidade, pode não receber informações acerca das DSTs e ter relações sexuais sem preservativo. Por conseguinte, essas doenças transmitidas por meio do sexo, seja AIDS, sífilis, gonorreia, entre outras, podem levar o indivíduo à esterilidade, a obter maior chance de possuir câncer em certas regiões e a problemas nas gestações. Sendo assim, o Governo atua como perpetuador do aumento de número de casos dessas infecções.

Outrossim, cabe salientar a falta de uma educação sexual efetiva nas instituições escolares. Consoante o filósofo Immanuel Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Nesse viés, o ensino atuaria como um fator de diminuição dos casos de infecções sexualmente transmissíveis. No entanto, tal assunto não é abordado nas escolas, na maioria das vezes, de forma efetiva por ainda se tratar de um tabu na sociedade. Por consequência dessa negligência, indivíduos que adquirem essas patologias podem não reconhecer seus sintomas, obtendo a possibilidade de passar anos infectados, o que leva, diversas vezes, à morte. Desse modo, é substancial a mudança desse quadro de omissão.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para atenuar a inobservância estatal e escolar diante das doenças sexualmente transmissíveis. Logo, urge que o Ministério da Saúde invista em campanhas de conscientização em lugares mais vulneráveis e onde o índice de infectados é maior, como em periferias. Ademais, cabe às instituições escolares fornecerem palestras e rodas de conversa acerca do assunto, mediante a inserção, por parte do Ministério da Educação, na grade horária. Participariam, além dos alunos, a família, professores de biologia e profissionais da saúde. Essa ação objetiva aumentar os conhecimentos sobre as DSTs e , consequentemente, diminuir as taxas de infectados. Destarte, não perderemos ídolos, como os das décadas de 80 e 90, por conta dessas doenças.