O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/08/2020
O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o aumento das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) entre jovens brasileiros afeta a sociedade como um todo. Assim, devido a desinformação dos jovens acerca dos males causados por essas doenças e, por conta da falta de diagnósticos referentes aos indivíduos portadores dessas enfermidades, o problema permanece demasiadamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que um dos grandes problemas do crescimento do número de ocorrências de DSTs entre os jovens brasileiros é a falta de informação sobre os malefícios dessas doenças. Isso porque esse assunto não é frequentemente discutido entre as pessoas, principalmente por conta do tabu da sexualidade, isto é, a discussão sobre esse tema é tratada como se fosse algo proibido e, por isso, muitos indivíduos acabam banalizando esses males e não dando a devida importância à proteção contra esse tipo de doença. Esses fatos se comprovam com dados do Ministério da Saúde, que mostram que entre os brasileiros na faixa etária de 15 a 24 anos, apenas 56,6% usam camisinha no ato sexual. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro de desinformação.
Além disso, destaca-se que a ineficácia na realização dos diagnósticos referentes as DSTs intensificou a transmissão dessas doenças entre os jovens. Isso porque exitem muitos casos de pacientes assintomáticos, ou seja, que contraem a doença mas não sentem sintomas inicialmente e, por isso, não são diagnosticados como portadores de DSTs e não tem consciência da existência da enfermidade. Esse fato contribui para o aumento da transmissão das DSTs, pois esses indivíduos acabam passando a doença para outras pessoas sem saber que estão fazendo isso. Isso se comprova a partir do fato de que de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 90% das mulheres e 74% dos homens que tem alguma dessas moléstias não tem nenhum sintoma, logo, não sabem que estão infectados. Dessarte, é preciso que haja uma maior preocupação com relação aos diagnósticos médicos.
Portanto, torna-se evidente a urgência de medidas para alterar no cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Ministério da Saúde promover a conscientização dos jovens acerca da transmissão e dos perigos das DSTs. Essa ação deve ocorrer por meio de campanhas, palestras, fóruns e propagandas na mídia em geral, os quais retratem, de maneira fidedigna, a importância da proteção contra essas doenças, com o intuito de reduzir a transmissão delas e, se possível, erradicá-las. Só assim, o país tornar-se-á mais consciente e benigno.