O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/08/2020

Ao afirmar que o vírus HIV não se “pega só no carnaval”, o presidente do Fórum de ONGs Aids, Rodrigo Pinheiro, manifesta que a campanha precisa ser diária. Na contemporaneidade, vem crescendo o avanço de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens, devido a falta de proteção nas relações sexuais e falta de informações sobre a gravidade do problema. Outrossim, estes jovens não presenciaram a epidemia de AIDS, nos anos 80, onde transcorria o medo de morte e decorria um uso maior de preservativos. Nesse sentido, convém destacar, a falta de conscientização do riscos que as DST’s trazem e o preconceito gerado com aqueles que estão contaminados pelas doenças. Em vista disso, urge a importância de debater o assunto.

A priori, ressalta-se a vulnerabilidade juvenil por parte dos jovens que agem com ímpeto e imaturidade. De maneira análoga, tal problema infere na decorrência da vivência das pessoas infectadas, uma vez que ficam mais suscetíveis a outras doenças, devido a perda da imunidade, como uma pessoa contaminada pela AIDS. Portanto, poucos jovens se interessam em saber os danos causados pela propagação das doenças, já que a maioria da população soro positiva não falece por conta dela. Explica tal fato, os dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde - OMS, mostrando que mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem infecções sexualmente transmissíveis curáveis todos os dias. Logo, o crescente avanço de DST’s entre jovens brasileiros, torna-se evidente e problemático.

A posteriori, ressalta-se o prejulgamento e desprezo sofrido por portadores de doenças sexualmente transmissíveis. Como desdobramento, as vítimas sentem medo de comunicar a alguém e usarem isso contra si mesmo, devido ao tema causar rebuliço na sociedade que estamos inseridos. A saber, na visão do escritor brasileiro Paiva Netto “aids: o vírus do preconceito mata mais que a doença”. Assim, torna-se nítido a importância social para que tal fato mude.

Mediante ao assunto, é válido a necessidade de atitudes a fim de amenizar o contágio de DST. Assim sendo, cabe ao governo federal, através do ministério da saúde, em parceria com os estados e municípios, fazer propagandas conscientes, abastecimento de medicações nos postos de saúde e investimentos nas pesquisas cientificas para auxiliar os afetados por doenças sexualmente transmissíveis. Cabe ainda, por meio de centros comunitários, a realização projetos psicológicos e de acolhimento para pessoas que lidam com preconceito devido à DST, a propagação de que há diversas maneiras possíveis de contágio, para maior cuidado da população. Logo, será possível alcançar uma sociedade mais consciente e maior acolhimento de pessoas com doenças sexualmente transmissíveis.