O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/08/2020

O que te trouxe ao meu consultório? O que está acontecendo com você? A quanto tempo você vem sentindo isso? E quantas perguntas são feitas pelo ginecologista ou andrologista aos seus pacientes com supostos sintomas de sífilis, gonorreia, cândida, herpes e etc. Geralmente tais pacientes não lembram ao certo onde, como, quando, quanto tempo e ou de quem pode ter adquirido uma DST. Mesmo o assunto sendo antigo, ainda é grande a porcentagem de jovens infectados, alguns com mais sorte que outros.

Quando chega o diagnóstico é uma aflição ou alívio, por causa da tão assombrosa AIDS. Tantos jovens morrem cedo demais por causa do seu próprio descuido, mas como apenas os casos de HIV e de Sífilis em gestantes e bebês são notificados obrigatoriamente ao Ministério de Saúde, é difícil ler estatísticas gerais mais fidelidignas. “As DST’S são reais e avançam em contágio muito mais do que pensa, embora esse assunto esteja “adormecido”, se faz necessário e pertinente”. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a sífilis por transmissão sexual teve um consentimento de 603% em seis anos, principalmente na região Nordeste. Nesta mesma pesquisa descobriu-se que só 24,3% dos homens e 22,5% das mulheres procuram um serviço do SUS para fazer exames que detecta a Sífilis - os números são um pouco maiores para o teste de HIV. De acordo com a agência americana CDC, (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) jovens de 15 a 24 anos correspondem à 53% dos casos de gonorreia e 65% dos casos de clamídia.

Sendo que, de quase quatro em cada dez brasileiros de 18 a 29 anos, segundo a pesquisa “Juventude, Comportamento e DST/Aids” admitiram não usar preservativos por inúmeros motivos irrelevantes, porém esse assunto é muito importante e a prevenção por meio de campanhas e preservativos será muito eficaz.