O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/08/2020
O anatomista Gabrielle Falloppio no século XVI orientava aos seus pacientes para que usassem algum tipo de preservativo durante relações sexuais, como forma de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis. Essa ideia evoluiu diante do aumento de casos e doenças que surgiram ao longo dos séculos, e se tornou o maior aliado dos jovens no combate das DST’s. Entretanto, o uso de preservativos passou a ser um grande tabu entre a população, fazendo com que o número de infectados por alguma doença sexual, como clamídia, herpes, HIV, HPV, AIDS, sífilis e gonorreia, crescesse de forma anormal, sendo uma das principais doenças que afetam os jovens brasileiros.
Em primeira análise, é importante pontuar que as DST’s e IST’s ainda não são vistas de forma séria entre a população, uma vez que 43,4% dos jovens não se protegem durante o sexo casual, segundo o Pcap. Ou seja, poucos entendem que práticas sexuais podem trazer sérias consequências para vida, e enxergam apenas como forma de diversão e prazer, sem levar em conta a importância da preservação. Sendo assim, o aumento de casos não é mais uma questão de saúde pública, e sim de falta de proteção sexual.
Cabe ressaltar que muitos se recusam a fazer os testes, pois o preconceito é muito presente. Segundo o Pcap, 74,8% da população nunca fez o teste de HIV, oque reflete na desinformação e falta de interesse por um assunto tão importante, como também mostra a série brasileira “Boca a Boca”, onde um grupo de adolescentes é afetado por uma doença transmitida pelo beijo na boca, e a maioria é assintomática, oque torna o problema muito mais grave.
Dessa forma, medidas precisam ser tomadas, visto que o maior desafio para o combate as DST’s é a falta de informação e de interesse. Sendo assim, o Ministério da Educação pode inserir aulas de educação sexual para os adolescentes e intensificar as campanhas de prevenção nas mídias sociais. Além disso,