O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/08/2020
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registra cerca de 40 mil novos casos de HIV por ano. Embora o número de infectados pela doença esteja em declínio, ainda é alarmante o registro de portadores de DSTs no país. Esse cenário preocupante se deve pela falta de informação e a resistência ao uso de preservativos por conta dos jovens.
Durante os anos 80 e 90 muito se falava da Aids, devido a morte de várias celebridades recorrentes da doença, como: Renato Russo, Cazuza e Freddie Mercury. No entanto, a redução dos casos de infectados nos dias de hoje fez com que houvesse uma consequente diminuição nas divulgações de métodos preventivos de DSTs. Nos dias atuais, a pílula anti-HIV, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, pode ajudar os portadores do vírus e seus parceiros, mas pouca gente sabe da existência dela.
No Brasil muitos jovens não usam camisinha por acreditarem que não correm o risco de infecção, e o fato de muitas DSTs serem silenciosas e de difícil identificação visual aumenta as chances de contágio quando não há o uso de preservativos. De acordo com a Secretária Estadual da Saúde de São Paulo, de 2012 a 2018, houve um aumento 603% de casos de infecções como sífilis, gonorreia e clamídia, sendo que todas elas podem ser evitadas com uso de preservativos.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o aumento do número de DSTs entre os jovens brasileiros. O Ministério da Saúde deve promover o incentivo do uso de preservativos por meio da criação de campanhas nacionais nas mídias televisivas e nas redes sociais, que relatem dados que comprovem o aumento dos casos de infecção por ISTs e a importância ao uso da camisinha para que mais cidadãos percebam a gravidade desses contágios e pratiquem relações sexuais de forma segura. Desse modo, será possível diminuir significativamente o número de portadores de infecções sexualmente transmissíveis relatado pelo governo.