O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/08/2020
No contexto social brasileiro, o número de casos relacionados às doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens voltou a crescer. A principal causa desse entrave é a desinformação pela parte dos jovens no que diz respeito ao uso da camisinha ou outros meios de proteção, ocasionada pela falta de diálogo por parte dos familiares e da escola sobre a importância de se prevenir. Diante desse contexto, muito se tem discutido, recentemente, acerca de possíveis soluções para essa problemática.
Em primeira análise, é possível perceber que a falta de diálogo familiar a respeito das medidas profiláticas de cunho sexual com o jovem, constroem nestes um pensamento indiferente no que diz respeito à educação sexual, fator que faz com que o número de casos de DSTs entre os jovens alavanque de forma preocupante, na medida em que, segundo o Ministério da Saúde, 6 a cada 10 jovens mantém relações sexuais sem proteção e, portanto, sendo passíveis a DSTs. Outrossim, se os familiares orientassem os filhos desde cedo sobre a importância de utilizar a devida proteção, talvez a ocorrência da transmissão de doenças entre os jovens fosse quase nula.
Em segunda análise, a falta de educação sexual nas escolas está diretamente relacionada com o crescimento exponencial do número de casos de doenças sexualmente transmissíveis nos últimos anos. “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, disse o filósofo Immanuel Kant. Isso deixa claro que falta de debate sobre sexualidade nos ambientes escolares é um dos motivos pelos jovens brasileiros serem o maior grupo dos infectados. Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação mostrou que cerca de 21,6% dos jovens, entre 15 e 24 anos, acham que a Aids tem cura, isso mostra que a informação não chega para todos os jovens como deveria, fato preocupante, já que a maior ocorrência de DSTs está entre esses jovens. Sendo assim, para diminuir o número de casos novos é preciso que haja uma união entre o ambiente escolar e familiar.
Portanto, é importante que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Destarte, urge que o Ministério da Educação (MEC) intensifique, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem e informem os jovens sobre o uso de preservativos e o risco da imprudência. Outrossim, o MEC em junção ao Ministério da Saúde, devem estimular a mudança comportamental da população jovem por meio de palestras e seminários especializados, além do ensino sexual nas escolas e instituições, com orientação psicopedagoga aos alunos, a fim de conscientizar e ensinar sobre as DSTs e seus prejuízos. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições de saúde e sociais desse grupo.