O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 03/08/2020

Nos tempos exórdios do século XVIII, a Europa estava passando por grandes mudanças sociais e científicas, o qual hoje é reconhecido pela literatura brasileira como período arcadista, cuja principal ideologia era o “Carpe diem”, que remete ao proveito da vida sem pensar nas possíveis consequências. Analogamente, em períodos hodiernos, no que tange ao elevado número de soropositivos entre a juventude, observa-se que tal ideal árcade sobreviveu ao longo da gerações e hoje reflete no grande percentual de jovens infectados pela aids, os quais contraditam a importância do uso do preservativo no momento da relação sexual.

DSTs são doenças sexualmente transmissíveis, dentre elas, a Aids, incurável e que leva a morte. Infelizmente, fazem mais de mil vítimas por ano no Brasil, em maior número, estão os jovens.

Hodiernamente, jovens não procuram entender como as DSTs são perniciosas e que o não uso de preservativos para impedir essa doença é uma escolha inconsequente. De acordo com Valéria Paes, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, explica que a população mais jovem não vivenciou terrores do passado, como mortes por complicações da Aids, e, por isso, tem menos prudência, desse modo, a despreocupação faz com que as medidas preventivas diminuam.

De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil, a falta de diálogo entre pais e filhos sobre a temática sexo e essas doenças rompe essa harmonia, levando em consideração que esse diálogo ainda é visto como tabu e dessa forma os jovens são pouco instruídos sobre a temática. Para o pacifista Mahatma Gadhi, as doenças são resultados não só dos nossos atos, mas também dos nossos pensamentos, portanto, o aumento entre os jovens brasileiros se deve à falta de conhecimento e informação, do mesmo modo, destaca-se a banalização do sexo como impulsionador do problema. Segundo o sociólogo Roberto Geraldo da Silva, presidente da Associação Esperança e Vida, organização que trata e abriga pacientes com Aids; aponta que a saída para esse impasse é a educação acadêmica a partir do ensino fundamental e sobreavisar os alunos a respeito dos males de doenças sexualmente transmissíveis.

Diante disso, o Ministério da Educação deve alertar para importância do uso de preservativos e incentivar  o uso de campanhas educativas, por meio de palestras em escolas e universidades, a fim de conscientizar os estudantes sobre educação sexual na esfera da prevenção de possíveis doenças. Espera-se com isso, que a conscientização possa servir como uma maneira de prevenção da doença, e, controle da mesma.