O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 11/08/2020

A série britânica “Sex Education” apresenta Otis que, ainda no ensino médio, começa a dar conselhos sobre educação sexual juntamente à sua amiga Maeve, para outros jovens de sua escola, já que tinha conhecimento do assunto pois sua mãe é uma terapeuta sexual. Analogamente à vida real, é lamentável que muitos responsáveis  ainda criam um tabu sobre o diálogo de sexo, com seus próprios filhos, facilitando o aumento dos casos de DSTs no Brasil. Portanto, a negação parental com a conversa sobre sexo junto à negligência da educação apenas corroborem para a ampliação das Doenças Sexualmente Transmissíveis entre os jovens brasileiros.

Sob um primeira perspectiva, é válido ressaltar que um grande influenciador das DSTs entre os jovens é a falta de diálogo com os responsáveis. Nesse sentido, pode-se apresentar a Teoria da Tábula Rasa de John Locke, em que compara indivíduo recém nascido com uma folha em branco que ao longo dos anos será preenchida com as experiências e com os conhecimentos adquiridos, então é possível entender como a conversa entre os pais e seus filhos é de vital importância para a compreensão juvenil de como e o porquê se prevenir dessas doenças. E assim, deixaria de existir um dos obstáculos na diminuição das DSTs entre os menores no Brasil.

Sob uma segunda perspectiva, é importante evidenciar que a educação é um grande meio de atenuar a ampliação de doenças sexualmente transmissíveis. Contudo, isso não é uma realidade brasileira, já que ao observar a Base Nacional Comum Curricular dos indivíduos que ainda estão na escola, não está presenta a educação sexual. Dessa forma, ao negligenciar aulas que mostram aos alunos os riscos de contrair doenças contraídas sexualmente, é negligenciado também a saúde dos jovens, que não tiveram oportunidade de obter conhecimentos de suma importância para preservar suas vidas.

Fica evidente, portanto, que por meio do diálogo e da educação os crescentes casos de DSTs entre os jovens brasileiros poderiam ser mitigados. Logo, o Poder Legislativo, responsável poder criar e aprovar leis, deve tornar obrigatório a inclusão das aulas sobre sexo na Base Nacional Comum Curricular. E também as ONGs (Organizações Não Governamentais), instituições com ampla visibilidade, devem promover rodas de conversas públicas com pais e responsáveis, aos fins de semana e nos centros da cidade, a fim de incentivar os mais velhos a conversar e ensinar aos mais novos a se prevenir. E então, seria possível reduzir as doenças sexualmente transmissíveis entre os atores sociais mais novos do Brasil.