O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 04/08/2020

O livro “Depois daquela viagem”, autobiografia da escritora Valéria Polizzi, expele o drama vivido pela autora que contrai o vírus HIV durante uma relação sem uso de preservativos na juventude. Nesse cenário, aborda-se a relação entre a abjeta elucidação do tema e o preconceito enfrentado por pessoas infectadas. Apesar de ficcional, tal enredo retrata uma relação análoga à realidade, visto que o aumento de DSTs entre jovens é uma problemática vigente na atual conjuntura brasileira. Esse quadro é fomentado pelo desconhecimento sobre o assunto e pela inobservância da comunidade.                       A princípio, é mister ressaltar que a quimérica ilustração sobre as doenças sexualmente transmissíveis e suas consequências favorecem a perpetuação deste impasse no cotidiano. À luz do exposto, o tratamento conservador dado ao tema contribui para o subdiagnóstico de indivíduos que contaminam seus parceiros devido a falta de conhecimento sobre as formas de contágio, visto que uma parte dos portadores destas mazelas não apresentam sintomas visíveis. Desta maneira, apesar dos inúmeros avanços tecnocientíficos, a falta de informação em conjunto com a banalização das consequências por parte dos cidadãos constatam o abjeto debate da educação sexual nas escolas. Nesse ínterim, torna-se evidente a urgência de equilíbrio entre as facetas deste cenário, visto a necessidade de conscientização acerca das mudanças de comportamento e perfil epidemiológico nessa população.

Em segunda análise, é imprescindível ressaltar a displicência social como propulsora do problema. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, milhares de pessoas são contaminadas diariamente no mundo, tal quadro retrata a ineficácia de politicas de combate às enfermidades sexuais. De modo que, a facilidade de acesso a tratamentos, remédios fitoterápicos e o baixo custo destes propiciou a inadvertência dos indivíduos à medidas preventivas, dado que a ausência de medo corrobora a prática do sexo inseguro. Assim, o baixo uso de preservativos por jovens evidencia o paradigma de que tais males foram erradicados no passado, de modo a auxiliar o aumento significativo deste óbice. Em suma, destaca-se o estimulo de trocas sociológicas como essencial para a solidificação da homeostase social.

Torna-se evidente, portanto, a implementação de medidas que visem minimizar a forma irrelevante como as DSTs são tratadas, fomentada pela negligencia educacional e pela displicência dos individuos. Dessarte, urge que o Governo, como gestor dos interesses publicos, promova a ampliaçao e a modernizaçao das campanhas de prevençao, por meio do uso de redes sociais e aplicativos online, de modo a alcançar o novo perfil dos jovens brasileiros. Alem disso, é dever das escolas o amplo debate sobre a educaçao sexual, de modo que o jovem possa entender as consequencias deste impasse no cotiano. Sendo assim, será possivel a minimizaçao e o combate do empecilho ilustrado por Polizzi.