O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 10/08/2020
Nos anos de 1960, com a chegada da pílula anticoncepcional no mercado, passaram a banalizar o uso da proteção sexual e consequentemente os índices de doenças e infecções sexualmente transmissíveis (DSTs e ISTs), aumentaram. Com isso, refletiu um grave problema de saúde pública, além de afetar a convivência desses jovens na sociedade.
A princípio, é válido ressaltar que as estatísticas recentes de casos registrados no Brasil são alarmantes. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), estima-se a ocorrência de milhares de casos de herpes genital, sífilis, HPV, e a gonorreia chega a 1.541.800 casos no país. Em consequência disso, gera um sistema de saúde saturado e caótico que por esses motivos torna-se incapaz de atender à toda demanda .
É importante salientar que a desinformação e a censura sobre esse assunto de extrema necessidade, contribui para uma sociedade preconceituosa que consequentemente, além dos problemas de saúde, causa problemas psicológicos e de autoaceitação. Assim como retrata o filme Filadélfia, onde o protagonista é um excelente advogado que ao revelar ser portador do vírus HIV, é demitido do local onde trabalha. Entretanto, isso contradiz o artigo 5º da Constituição Federal, o qual assegura que todos são iguais perante a lei, e com isso, é conspícuo a necessidade de quebrar esse tabu social, assim como a abordagem educacional sobre a sexualidade.
Portanto, em função do exposto, é evidente a necessidade de implantação da educação sexual na grade curricular do estudante, em especial, os do ensino médio. Logo, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, por meio das instituições de ensino realizar capacitações e treinamentos para aperfeiçoar os profissionais para atuarem de forma inteligente, didática e saudável no ambiente escolar através de debates, aulas e palestras. Ao mesmo tempo, faz-se fundamental a presença e diálogo da família, contribuindo com o rompimento dessa censura sobre o assunto.