O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 06/08/2020

Com a ascensão da pílula anticoncepcional, tanto jovens como a população em geral, passaram a diminuir o uso do preservativo, preocupando-se apenas com uma gravidez indesejada. Nesse contexto, pode-se inferir que tanto a banalização das DST’s quanto a ineficácia da educação sexual nas escolas, contribuem para o aumento de doenças sexualmente transmissíveis entre jovens.

Primeiramente, vale pontuar que a banalização das DST’s é uma das causas do aumento dos casos entre os jovens. Dados da Unaids, programa das Nações Unidas, indicam que o Brasil aumentou 21% no número de novos casos de infecções por HIV de 2010 a 2018. Isso se deve, principalmente, pelo fato dos jovens terem mais medo de uma gravidez indesejada, fazendo uso apenas de pílulas anticoncepcionais, por exemplo. Vale ressaltar também o paradoxo de que, ao longo dos anos, o Brasil melhorou na questão de tratamentos para DST’s e IST’s, levando as pessoas a não terem tanto medo de contrai-las. Com isso, o jovem fica suscetível a inúmeras doenças e consequentemente, vulnerável a outros problemas de saúde.

Ademais, a ineficácia ou até mesmo a inexistência de educação sexual nas escolas também contribui para o aumento dessas doenças entre os jovens. É importante ressaltar como sexo e sexualidade ainda são tabus na sociedade brasileira. Dessa forma, a desinformação leva à dúvidas e consequentemente à negligência na vida sexual desses adolescentes. Comportamentos esses que seriam facilmente melhorados com conscientização e informações por parte da escola

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Saúde, responsável por políticas sanitárias, em parceria com as escolas, promova aulas de educação sexual, alertando sobre doenças e prevenções. Assim, s fim de mitigar a desinformação e as dúvidas dos jovens acerca de sexo e formas de proteção adequadas, garantindo uma saudável experiência sexual para todos