O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 07/08/2020

A Constituição Brasileira de 1988, normativa máxima da legislação do país, em seu artigo 196º, diz que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Na contramão da Carta Magna, tem-se o aumento da incidência das infecções sexualmente transmissíveis - IST’s, entre a população jovem do país. Observa-se um número crescente de pessoas infectadas, que pode ser justificado pela falta de responsabilidade e pela influência midiática. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para resolver esse problema e proporcionar o cumprimento das premissas legislativas.

Em primeiro lugar, a falta de responsabilidade da juventude é questão passível de discussão. Nesse contexto, percebe-se que os adolescentes, em sua maioria, possuem um comportamento rebelde e praticam ações imprudentes, compartilhando o pensamento de que seus atos não terão consequências, e muitas vezes deixam de usar preservativo nas relações sexuais. Assim, observa-se um número crescente de contaminados pelas doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, aids, hepatite B, gonorreia, dentre outras. Somado a esse fato, a assertiva do filósofo francês Sartre, que diz que o homem é responsável pelos seus atos, permite refletir que os jovens, apesar da pouca idade, são responsáveis pelas suas atitudes e cabe perfeitamente na questão.

Além disso, o aumento de casos dessas doenças encontra terreno fértil na influência midiática. Na obra de Paul Goebbels, político alemão, o mesmo afirma que uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade, fato que se encaixa na distorção da realidade que vem sendo criada pelos meios de comunicação. Em virtude disso, há como consequência a falta de reflexão sobre o comportamento de risco, já que nos programas de televisão a realidade é distorcida, mostrando que o jovem pode tudo, sem ter com o que se preocupar, são super heróis, protagonistas de sua vida e a prevenção é “coisa fora de moda”. Esse fato, que influi sobre o aumento da contaminação nessa faixa etária, funciona como um forte empecilho para a sua resolução.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, as escolas, juntamente com as Estratégias de Saúde da Família devem desenvolver ações educativas e grupos de jovens nas escolas, por meio da realização de palestras específicas sobre o tema, com a presença de profissionais da saúde, para esclarecer sobre as doenças mais recorrentes e todas as formas de prevenção. Além disso, podem convidar pessoas jovens portadoras do vírus HIV, para contribuir com a experiência de conviver com tal situação. Assim, poderão promover a reflexão e sensibilizar para a mudança de hábitos e o aumento na incidência de IST’s na população jovem brasileira, poder ser reduzida e a saúde assegurada à população.