O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 07/08/2020

Valéria Polizzi conta em seu livro, “Depois daquela viagem”, como contraiu o vírus HIV na adolescência. Analogamente, a situação dos jovens brasileiros não está muito distante, uma vez que os casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) têm crescido rapidamente. Esse aumento ocorre em virtude da falta de educação sexual para os jovens e sua consequente desinformação.

É preciso considerar que o sexo e todos os seus aspectos são enormes tabus para a sociedade. Logo, há a ausência de diálogo da família com o adolescente e a omissão da escola no ensino do assunto, por acreditar que isso incentivará o início precoce da vida sexual. Tal fato leva os jovens a buscarem informações em fontes não confiáveis, como mostra a série “Sex Education”, na qual os jovens procuram um dos alunos para aconselhamento sexual. Fora da ficção, essa busca, sem dúvida, acontece entre os adolescentes, beirando o absurdo.

Ademais, a banalização das DST’s nas campanhas do Ministério da Saúde agrava a desinformação. A exemplo disso, uma pesquisa divulgada no site UOL mostrou que 21,6% dos jovens acham que existe cura para a AIDS (causada pelo vírus HIV), uma doença incurável. Certamente que isso existe pela exibição exclusiva do viés positivo do tratamento, sem mostrar as consequências de contrair uma DST, o que diminui a preocupação do uso do preservativo e aumenta o número de infectados.

Urge, portanto, que o Ministério da Educação insira a educação sexual na grade curricular através da interdisciplinaridade das disciplinas de Biologia, Geografia e Sociologia. O ensino deve ser acompanhado por profissionais da área, além de pedagogos e psicólogos - principalmente no ensino fundamental. Em adição, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas que mostrem as consequências das DST’s e suas respectivas prevenções. Essas medidas têm o objetivo de aumentar o conhecimento dos jovens sobre sexo e diminuir o número de infectados, para que a história de Valéria não se repita.