O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 07/08/2020

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são um grupo vasto de doenças, causadas por microorganismos - como vírus e bactérias - que têm como principal forma de acometimento a via sexual. Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, os indíces dessas doenças vêm aumentando, e, tal fato, está relacionado a diminuição do autocuidado. Diante disso, torna-se interessante destacar a importância da educação dos jovens no controle desse problema de saúde pública, além de suas limitações no país.

É inegável, antes de tudo, ressaltar que a educação sexual é uma ferramenta resolutiva para as ISTs, pois, preparar os indivíduos sobre a temática, irá desenvolver a consciência crítica e maturidade sobre o sexo com segurança e autocuidado. Tal argumento fica evidenciado, por exemplo, conforme a Organização das Nações Unidas que afirma que os indíces dessas doenças em jovens que vivem em países com educação sexual nas escolas, como a Alemanha e Holanda é menor, em comparação à países que ainda enfrentam problemas para sua implementação, como o Brasil. Isso demonstra, de fato, a importancia da disciplina educativa como medida de resolução importante para a problemática.

No que se refere à educação sexual no Brasil, ela enfrenta graves problemas para o seu desenvolvimento nas instituições escolares. Isso porque, a parte mais conservadora da sociedade, acredita que esse tema é impróprio para o debate em escolas com crianças e adolescentes. Esse argumento é endossado e, ainda, minimizado, pelo atual governo. Tal fato é exemplificado, quando a ministra da Cidadania e da Família, Damares Alves, se diz contra o ensino de sexualidade nas escolas e propõe uma espécie de “jejum sexual” para jovens, ou seja, a medida resolutiva proposta pelo governo para um problema de Saúde Pública de ordem sexual é parar de fazer sexo. Essa posição da representante governamental, é criticada pelos especialistas da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e sinaliza a falta de estrutura e planejamento do Governo para lidar com a situação.

Fica claro, portanto, que a educação sexual é uma ferramenta interessante  para a diminuição das ISTs no país. Por isso, é importante que o Ministério da Educação, órgão responsável pela manutenção dos direitos à educação no país, crie programas que estimulem as escolas a incluir a temática da sexualidade. Como por meio de debates e palestras com especialistas na área, também com acompanhamento psicopedagógico dos alunos para lidar com o tema, além de usar plataformas onlines para discutir, de forma dinâmica, sobre o sexo com segurança e a importância do autocuidado. Desenvolvendo, nesse sentido, o senso crítico e maturidade nesses alunos frente à temática, a fim de diminuir os indíces dessas doenças no país e melhorar a qualidade de vida da população.