O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 08/08/2020

De acordo com John Stuart Mill, o indivíduo é soberano sobre seu próprio corpo e mente, portanto, o indivíduo tem responsabilidade sobre si. Porém, o aumento dos índices de DSTs entre os jovens do país demonstra o desinteresse de soberania sobre o próprio corpo e saúde, consequentemente,afetando a sociedade em geral.Nesse ínterim, a falta de conscientização sobre a periculosidade das DSTs, em conjunto à negligência e à despreocupação dos jovens perante tais doenças, contribuem para o contínuo aumento de tal problemática no Brasil.

Convém ressaltar, a princípio, que as doenças sexualmente transmissíveis, se não tratadas, podem ter sérias consequências crônicas na saúde do indivíduo, como problemas neurológicos e cardiovasculares, infertilidade e abortos. Contudo, os jovens não são amedrontados por esses fatores, como se verifica na pesquisa da Uol, em que 60% dos indivíduos entre 15 e 24 anos, tiveram relações sexuais sem preservativos nos últimos anos. Diferentemente do que se acontece atualmente,a série “Pose” retrata a comunidade LGBTQI+ nos anos 80, época na qual o HIV não possuía tratamento e seu resultado positivo era praticamente um “atestado de morte”, a trama mostra o medo a cerca das DSTs ,suas fatalidades, a pouca informação e o preconceito sofrido por essa comunidade.Logo, é imprescindível a necessidade da educação e conscientização sexual sobre os perigos das DSTs para os jovens do Brasil.

Ademais, o negligenciamento e a despreocupação dos próprios indivíduos aumenta o índice de DSTs no país. Segundo Émile Durkheim, a sociedade funciona como um organismo, logo, cada indivíduo tem que realizar seu papel corretamente para o funcionamento do todo. Portanto, a banalização de tais doenças e a falta de prevenção por parte dos jovens brasileiros, afeta a população por completo, por conta do efeito cascata, em que ao passo que se aumenta o índice de DSTs, intensifica-se a busca por tratamentos, remédios e gastos públicos, que poderiam ser facilmente evitados com a responsabilidade sexual por parte do povo, e principalmente do grupo de jovens.

Em suma, é fundamental a mudança do comportamento sexual adulto-juvenil. Logo, o Ministério da Educação e Saúde, juntamente às escolas e universidades públicas e privadas, devem proporcionar a educação sexual e a conscientização sobre as DSTs, por meio da inserção de tal assunto no currículo educacional, e por palestras e campanhas de prevenção sexual, com o intuito de formar jovens preparados para lidar com a vida sexual e serem soberanos sobre o próprio corpo.