O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 09/08/2020

O sociólogo Max Weber elaborou  conceito de ação de social que, entre outras ideias, visava ao alcance dos objetivos atingidos por meio da interação e do debate entre indivíduos. Nesse sentido, é imprescindível que a premissa de tal pensador seja posta em prática no que tange à questão do aumento das DSTs entre os jovens brasileiros, tendo em vista os enormes prejuízos advindos dessa problemática. Assim, destaca-se a fragilidade da educação sexual, bem como a banalização das doenças como fatores agravantes da temática.

Em primeira análise, é fulcral salientar que o filósofo Rousseau afirma que o Estado se responsabiliza pelo estabelecimento de condições básicas à sociedade, ao promover, por conseguinte, o bem-estar do âmbito populacional. Entretanto,  a perspectiva defendida pelo intelectual não se concretiza na realidade hodierna, haja vista a fragilidade da educação sexual dos jovens brasileiros, o que fomenta o aumento das doenças sexualmente transmissíveis no país. Nesse ínterim, diversos adolescentes não têm o conhecimento adequado sobre as DSTs e dos métodos contraceptivos, pois muitas famílias enfrentam isso como um tabu e algumas escolas não têm o suporte necessário para a discussão de tais problemas, o que ocasiona uma maior propagação e contágio de doenças.

Além disso, de acordo com o site de notícias UOL, especialistas em DSTs acreditam que a população jovem perdeu o medo e banalizou tais doenças, tendo em vista o crescente número de infectados por alguma dessas doenças. Dessa forma, evidencia-se a menor preocupação, por parte da sociedade, em previnir doenças como a AIDS, que a cada ano sofre um aumento significativo no número de casos. Assim, a filósofa Hannah Arendt em sua teoria “banalidade do mal”, defende que, qualquer problema, sem a atenção devida, passa a ser realizado inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação. Dessa maneira, entende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.

Por fim, caminhos devem ser elucidados para resolver esse impasse. Cabe ao Governo Federal, ógão responsável pelo bem-estar da população, elaborar um projeto de incentvo à resolução das DSTs no Brasil. Isso pode ser feito por intermédio de palestras nas escolas, juntamente com a família, sobre a inclusão da educação sexual na grade curricular de conteúdos relacionados à saúde, além de ampliar o oferecimento de testes rápidos para doenças e preservativos nos hospitais e postos de saúde. Assim, haveria uma diminuição no número de DSTs e a população teria melhores condições de vida.