O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 12/08/2020
No mundo atual, o uso de preservativos femininos e masculinos tiveram uma drástica redução, o que leva ao aumento no número de caos de DSTs entre os jovens brasileiros. Dessa forma, doenças como: sífilis, gonorréia, clamídia e AIDS, ocuparam um papel de extrema importância na vida desse grupo de pessoas. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que tem como causa uma família ausente e uma escola ineficaz.
Primeiramente, é importante destacar que muitos jovens acreditam que a AIDS, a doença que afeta atualmente oitocentas e sessenta e seis mil pessoas no Brasil, tem cura. Porém, essa não é a realidade, já que a enfermidade somente possui um tratamento por meio da associação entre vários remédios, o chamado coquetel. Nesse âmbito, fica claro a participação da escola na formação de conhecimento dos jovens, que se mostra ausente e ineficaz ao fornecer conhecimento sobre essas questões, o que pode gerar uma grande consequência na vida dos estudantes, que não sabem se proteger durante as relações sexuais. Esse modelo de ensino conteudista e não adaptado às diferentes realidades dos estudantes, foi estudada pelo filósofo Paulo Freire, que denomina esse estilo de ensino como “educação bancária”, onde não são promovidas a reflexão e o diálogo, tendo como objetivo primordial “depositar” conteúdo e informação nos jovens.
Ademais, as famílias têm se tornado cada dia mais ausentes nas vidas de seus filhos, veem as relações sexuais como um assunto muito delicado, faltando um diálogo com os jovens para fornecer apoio e informação sobre o que ele deve fazer no momento do ato sexual. Tal cenário pode ser comparado com o mito de Platão, onde pais e mães mergulhados no excesso de trabalho com o intuito de proporcionar bens materiais aos seus filhos, são absorvidos pela escuridão de uma relação sem a devida transmissão de valores e uma fragilidade no processo de se comunicar. Dessa forma, é preciso colaborar para trazer à tona a “claridade fora da caverna”.
Por conseguinte, as escolas devem incluir em seus currículos o ensino da Orientação Sexual, buscando proporcionar o aumento do conhecimento sobre como se prevenir contra às DSTs. Tal incentivo escolar dever ser feito por meio de diálogos e debates sobre o assunto. Além disso, as instituições de ensino devem se reunir com os pais, orientando os familiares para que estes desmistifiquem sobre o tema sexo e passem a participar de maneira mais efetiva na vida dos jovens. Somente assim, o número de DSTs entre o jovens brasileiros irá diminuir.