O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 13/08/2020
No ano de 1996, com a consolidação e distribuição gratuita de antirretrovirais no chamado coquetel, o índice de mortes por doenças oportunistas provocadas pela AIDS foi diminuindo. Nesse sentido, tristemente, os jovens passaram a banalizar o uso de preservativos nas relações sexuais, bem como o esquecimento dos riscos e da existência do HIV/AIDS na sociedade.
Em primeiro plano, com o estabelecimento do coquetel, que reúne três tipos de medicamentos e apresentam um melhor resultado para o tratamento do HIV, os jovens no Brasil, passaram a enxergar o vírus como uma doença do dia a dia qualquer. Isso porque, uma pessoa soropositiva atualmente, tem uma qualidade de vida praticamente igual a um indivíduo soronegativo. Lamentavelmente, segundo relatório da UNAIDS, em 2018, havia 37,9 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo e 1,7 milhões são de crianças com menos de 15 anos. O efeito social, é uma população jovem que “fecha os olhos” para uma doença muito séria e que pode ser evitada com um simples ato.
Sob esse viés ressalta-se, que em muitas relações sexuais os jovens acabam esquecendo os riscos das IST´s como o HIV. Dessa forma, essa negligência com a própria saúde pode levar a contaminação pelo vírus da imunodeficiência humana e gerar consequências para o resto da vida. Logo, segundo o site Vatican News, no Brasil, 50% dos portadores de HIV/AIDS são jovens de 13 a 24 anos em 2018. Assim, é necessário alertar esses grupos para evitar a distração durante o ato sexual.
Portanto, é fundamental o fortalecimento de campanhas no rádio e TV, para mostrar a população que não é muito simples viver com HIV, ou seja, existem vários efeitos colaterais da medicação. Outrossim, o Ministério da saúde deve intensificar os postos de testagem no âmbito nacional e junto com a estratégia saúde da família realizar visitas a cada 6 meses nas áreas de trabalho com o objetivo de buscar uma melhor alta de testagem e aquelas pessoas que sentem vergonha de procurar o PSF.