O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/08/2020
Nas décadas de 80 e 90, havia muitos casos de mortes causadas por DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) devido à ausência de tratamentos e à falta de conhecimento acerca das medidas profiláticas. Em contraponto, isso se não diverge do contexto atual do Brasil, uma vez que essas enfermidades ainda trazem grandes objeções para o país. Com isso, surge a problemática do aumento das DSTs entre os jovens que persiste seja pela falta de inteligibilidade dos adolescentes, seja pela banalização das consequências.
Primeiramente, é fato que graças ao desinteresse e à ausência de informações, os adolescentes contraem, cada vez mais, essas doenças. No livro “Depois daquela viagem”, a autora Valéria Polizzi narra sua experiência ao apanhar o vírus da Aids em sua primeira relação sexual desprotegida por não saber a importância do uso da camisinha. Nesse sentido, compreende-se que isso cerceia a vida de muitos jovens sobretudo em virtude da falta de comunicação com educadores, sejam eles os pais ou professores. Em suma, depreende-se que isso ocorre decorrente ao “tabu” imposto pela sociedade a respeito das relações sexuais, as quais, muitas vezes, não são abordadas.
Ademais, cabe ressaltar que os males acerca dos efeitos negativos tornaram-se triviais. Nessa perspectiva, no Estado Positivista de Augusto Comte o método científico é supervalorizado e as pessoas acreditam piamente no poder da ciência. De maneira análoga, devido aos avanços medicinais e ao asseguramento dos remédios, muitos negligenciam os métodos de proteção pois, em sua maioria, acreditam que serão capazes de curá-las. prova disso são os dados oferecidos pelo Pcap (Pesquisa de conhecimentos, atitudes e práticas) no ano de 2016 a qual mostra que apenas 56,6% dos jovens que tiveram relações casuais se protegeram. Logo, é notório que embora o acesso às informações seja vasto, ainda no Brasil os indivíduos tem praticas contraditórias em relação a sexo.
Infere-se, portanto, que essa problemática apresenta raízes históricas e ideológicas. Nesse contexto, é mister que o Ministério da Educação -responsável pela gestão pedagógica- inclua aulas de educação sexual no currículo escolar, através de atividades dinâmicas com fins didáticos. Dessa maneira, esses exercícios devem ensinar sobre as formas de contágio e prevenção a respeito dessas doenças. Sob esse viés, terão o objetivo de sanar as dúvidas acerca do tema e instruir aos jovens a importância do uso de preservativos. Com isso, será possível reduzir a reincidência dessas enfermidades. Quem sabe, assim, o aumento dos infectados dos DSTs cessará no Brasil.