O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 07/09/2020
A saúde pública brasileira é representada pelo sistema único de saúde (SUS), que atende mais de 190 milhões de pessoas, segundo dados do governo. Por certo, o aumento do número de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre os jovens deriva de uma falha nas políticas de prevenção promovidas pelo SUS. No entanto, a falta de investimento no setor da saúde somada com as deficiências da educação brasileira criam um cenário propício para a disseminação dessas infecções na sociedade jovem.
A princípio, a saúde é um direito garantido pela constituição federal de 1988 para todos os cidadãos, no entanto o baixo valor investido reflete na propagação de diversas doenças pelo país. Conforme dados do Banco Mundial, em 2018, apenas 3% do orçamento governamental brasileiro foi investido em saúde pública, enquanto os países desenvolvidos investiram, em média, 7% nesse campo. Desse modo, o baixo capital destinado ao SUS faz com que parte da sociedade necessitada não tenha acesso ao tratamento médico indicado, o que causa a perpetuação de muitas DSTs, principalmente entre os jovens, visto que esses possuem uma alta produção de hormônios sexuais.
Por outro lado, o sociólogo Durkheim representou a educação como um fato social, já que essa ferramenta é capaz de preparar o ser humano para viver em sociedade, sendo assim a escola é uma das principais formas de conscientizar os jovens sobre as DSTs, através das aulas de educação sexual e biologia. Porém, aproximadamente, 15% dos adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora dos colégios, de acordo com o Ministério da Educação. Portanto, muitos indivíduos desconhecem os benefícios do uso de preservativos para prevenir DSTs, o que resulta na propagação dessas infecções e agrava a crise no sistema de saúde brasileiro, que já enfrenta problemas econômicos.
Dessa forma, é possível analisar que o aumento de DSTs entre os jovens resulta dos problemas financeiros enfrentados pelo SUS e da falta de conscientização sobre o assunto devido à evasão escolar. Logo, é necessário que o Ministério da Saúde promova propagandas virtuais, por meio de anúncios com uma linguagem informal, visando atingir a população jovem. Essas publicidades devem incentivar o uso de preservativos e esclarecer os malefícios das DSTs. Sendo assim, mais pessoas estarão conscientizadas e a taxa de infectados irá diminuir.